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Seguros de capitalização cobram 11 milhões a mais

Os custos dos seguros de capitalização são um ponto fraco face aos de outras alternativas de poupança, como fundos de investimento ou certificados de aforro.

A PROTESTE POUPANÇA comparou 23 seguros com capital garantido e rendimento variável. O estudo pode ser consultado por todos os visitantes do portal financeiro até 16 de Novembro.

“Em média, por cada entrega é cobrado 1,3%, mas pode atingir 3,09%”, denuncia o boletim financeiro da DECO. Esta comissão é muito penalizadora comparada, por exemplo, com os fundos mistos defensivos, que cobram 0,06%, 22 vezes menos. Feitas as contas ao montante investido em seguros de capitalização, em 2008, os consumidores pagaram € 11 milhões a mais em comissões de subscrição e entrega face ao custo dos fundos mistos defensivos. Os seguros são uma “mina” para as seguradoras e bancos: a comissão de gestão custa, em média, 0,9% e a de resgate pode custar 5% no primeiro ano.

A falta de transparência no modo de aplicar a comissão de subscrição é alvo de críticas: “na maioria dos casos, as apólices indicam que esta é deduzida ao valor entregue. Se a comissão for de 3% e aplicar € 100, € 3 vão para os bolsos da seguradora, ou seja, o investimento foi de apenas 97 euros e a comissão cobrada de 3,09%”. Mais: a informação sobre a rentabilidade é calculada e comunicada só uma vez por ano, o que torna difícil acompanhar a evolução.

Segundo a PROTESTE POUPANÇA, estes produtos também pecam pela falta de segurança. Embora se apelidem de “seguros”, em caso de falência da seguradora, o mecanismo protector do investidor é inferior ao de outras aplicações. Por exemplo, nos depósitos, o fundo de garantia protege até € 100 mil por titular. Nos seguros, só as reservas técnicas servem de garantia, estão à guarda seguradora e podem ser insuficientes. Falta criar um mecanismo compensatório externo e independente.

A DECO já enviou as suas reivindicações ao Instituto de Seguros de Portugal e ao Ministério das Finanças. Em defesa do consumidor, a DECO espera que a reforma da supervisão financeira, em consulta pública, aumente a segurança e transparência destes seguros.

11.11.2009

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