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Seguro para motas: clientes em primeiro plano

Várias seguradoras limitam a contratação do seguro de responsabilidade civil a clientes ou motards sem acidentes.

Seguro para motas: clientes em primeiro plano

Quem anda de mota tem de contratar um seguro de responsabilidade civil de 750 mil euros, para danos materiais, e 2 milhões e 500 mil euros, para danos corporais. Apesar de exigido por lei, poucas companhias permitem que o subscreva ou reservam-no para os seus clientes. Contratar o seguro de danos próprios, mais abrangente, é uma tarefa ainda mais difícil.

Coberturas mínimas e acessórias

  • As apólices de responsabilidade civil e danos próprios para motas são iguais às do seguro automóvel. A responsabilidade civil cobre os danos corporais e materiais involuntariamente causados a terceiros, até ao limite contratado. Se perder o equilíbrio e bater num carro parado na rua causando danos na chapa e na pintura, por exemplo, a reparação fica por conta da seguradora.
  • Se quiser viajar de mota para o estrangeiro, confirme, na Carta Verde, os países abrangidos pelo seguro. Caso o destino esteja excluído, contrate uma extensão territorial, cujo preço varia consoante a seguradora e o país.
  • Pela natureza do risco envolvido, muitas companhias recusam-se a subscrever seguros para motas, sobretudo se não for cliente, tiver registo de acidentes ou pouca experiência (menos de 25 anos e/ou carta há menos de 2). Caso lhe voltem as costas, reúna três declarações de recusa e apresente-as ao Instituto de Seguros de Portugal. Este tratará de nomear uma companhia para lhe fazer o seguro.
  • Para ficar protegido dos estragos provocados na sua mota, subscreva um seguro de danos próprios. Este cobre os prejuízos causados por choque, colisão, capotamento, incêndio, raio, explosão e furto ou roubo, quando não há um terceiro responsável. Se houver, é acionado o seguro do "culpado". Mas esta cobertura é quase impossível de contratar. Se todos os seus seguros estão numa companhia (por exemplo, carro, casa, vida e saúde), pode ser mais fácil negociar a contratação da cobertura de danos próprios para a mota. Outra solução é comprar o veículo em leasing. As locadoras exigem um seguro de danos próprios e, regra geral, disponibilizam aos clientes uma apólice da seguradora com a qual têm protocolo. O único inconveniente é ficar sujeito às condições impostas pela companhia. Em alternativa, pode recorrer a um mediador. Por vezes, é mais fácil e barato.

Segurança a preço de ouro

  • O seguro de responsabilidade civil para motas e carros rege-se por uma apólice uniforme, definida por lei. Como é igual em todas as companhias, basta comparar o preço e, se possível, a qualidade do serviço. A maioria das seguradoras define duas classes de cilindrada, às quais correspondem prémios diferentes: até 500 centímetros cúbicos ou mais. Algumas definem classes de 250 centímetros cúbicos ou inferiores.
  • Regra geral, motards residentes em zonas de pouco risco, como Portalegre ou Beja, têm desconto de 5% a 25% no prémio do seguro. Já os condutores com acidentes, além da dificuldade em contratar, veem o prémio agravado. Pode chegar aos 200%, dependendo do número de sinistros participados. Tal como no seguro automóvel, os mais penalizados são os condutores jovens e com pouca experiência. Mesmo que consigam contratar o seguro, o que nem sempre é fácil, são obrigados a pagar cerca de 40% mais.

  Este texto respeita o novo acordo ortográfico
 
 
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