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Seguro automóvel: telefónicas continuam na frente

A OK! Teleseguro, a Seguro Directo e a Ocidental são a melhor opção para a generalidade dos consumidores, quer pretendam o seguro obrigatório de responsabilidade civil e assistência em viagem, quer resolvam contratar, além destas, as coberturas de danos próprios. Aquelas companhias só sofrem a concorrência directa de um pequeno grupo de seguradoras, composto pela AMA (só para profissionais de saúde e seus familiares), a Allianz e a Açoreana (em casos muito específicos).

A estas conclusões chegou a revista de consumidores Dinheiro & Direitos, que, ao longo dos últimos anos, tem comparado os preços e analisado a qualidade dos seguros para o automóvel. Mais uma vez, o estudo incluiu carros novos e usados (até quatro anos de matrícula).

A opção pelas Escolhas Acertadas indicadas pode significar uma poupança anual, face à média de preços praticados pela concorrência, entre 93 e 974 euros para carros novos, de acordo com as características do condutor, do seu automóvel e do tipo de cobertura contratada.

Aquela revista do consumidor denunciou, ainda, os contratos que prejudicam os interesses dos consumidores.

  • O valor do prémio não acompanha a desvalorização do veículo de forma proporcional. As seguradoras justificam este procedimento com o suposto aumento do risco. Este é apenas um dos argumentos usados, mas não deixa de ser discutível, pois a lei obriga os veículos a submeterem-se a uma inspecção periódica para avaliar se estão ou não em condições de circular, sem comprometerem a segurança na estrada.
  • A maioria das seguradoras faz depender o preço do seguro de responsabilidade civil da cilindrada do veículo em vez da potência, por exemplo, o que não permite avaliar o risco da forma mais correcta.
  • Agravamento do prémio de responsabilidade civil quando é participado um sinistro ao abrigo da cobertura de danos próprios (e vice-versa).
  • Exclusões de interpretação ambígua (por exemplo, danos resultantes de uma má conservação do veículo ou da circulação em locais não reconhecidos como acessíveis ao veículo).

Seguros para motos. Tal como os automóveis, também as motos necessitam de um seguro para circular. A Dinheiro & Direitos efectuou um teste prático (página 14 da mesma edição) e verificou que não é fácil contratar um seguro para motos, sobretudo quando se pretende também cobrir os danos próprios. Das 16 seguradoras analisadas, apenas a Axa comercializa esta cobertura a quem não tenha aí contratado outro seguro, mas o prémio é bastante elevado.

O seguro de responsabilidade civil ainda é relativamente simples de contratar, pois 12 companhias afirmaram fazê-lo. A Generali é a Escolha Acertada para os dois cenários previstos no estudo (têm em conta os factores que influenciam o preço, ou seja, a idade do condutor, os anos de carta, a zona de residência, o histórico da sinistralidade e a cilindrada da moto).

Quanto ao seguro de danos próprios, aquela revista de defesa dos consumidores restringe o título de Escolha Acertada à única seguradora que permite contratá-lo, ou seja, a Axa, também para ambos os cenários.

No caso de o consumidor desejar a cobertura de danos próprios e já ser cliente de alguma seguradora, a Dinheiro & Direitos aconselha a contactá-la no sentido de saber se existe a possibilidade de subscrever essa cobertura ou, em alternativa, recorrer a um mediador. Neste caso, há que verificar se o prémio é inferior aos valores indicados no estudo. A contratação deste seguro é mais fácil se a moto for comprada através de Leasing ou de Aluguer de Longa Duração (ALD), pois as locadoras exigem a contratação do seguro de responsabilidade civil mais danos próprios, disponibilizando a apólice da seguradora com a qual estabeleceram acordo.

| Dinheiro & Direitos n.º 57 – Abril/Maio de 2003 – páginas 9 a 13 |

27.03.2003

 
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