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As telefónicas mantêm a liderança na corrida dos preços, permitindo poupar até 900 euros por ano. Segundo a DINHEIRO & DIREITOS, de Maio, a única mudança parece ter sido nos preços: de Novembro para cá, num dos cenários, esta revista do consumidor registou aumentos até 14% no seguro obrigatório.
Se já tem ou vai comprar um carro, sabe à partida que, para circular, é obrigado a contratar um seguro de responsabilidade civil com um capital mínimo de 600 mil euros. Este garante que, em caso de acidente do qual seja responsável, tem como indemnizar as vítimas pelos danos materiais ou físicos que venham a sofrer. Se, além destes, quiser garantir o pagamento de eventuais estragos no seu carro, entre outros, pode optar por um conjunto de coberturas facultativas: danos próprios, responsabilidade civil facultativa, ocupantes do veículo e assistência em viagem.
Para saber qual o melhor seguro, a revista da DECO/PRO TESTE analisou 14 apólices e respectivos prémios anuais e concluiu que a AMA (para profissionais de saúde e familiares), a OK! Teleseguro e a Seguro Directo são Escolhas Acertadas para a maioria dos consumidores, em ambos os seguros. Para alguns condutores, a Axa e a Allianz também são boas opções. Segundo esta revista de defesa do consumidor, a opção por estas companhias permite poupar até 900 euros por ano.
Se vai renovar o seguro obrigatório, é possível que note um aumento do prémio. Desde Novembro passado, data em que publicou o último estudo, a DINHEIRO & DIREITOS registou acréscimos de 6, 9 e 14%, em média, nalgumas seguradoras, num cenário sem descontos nem agravamentos. Embora não seja possível confirmar o argumento das companhias, de que reflectem o aumento de sinistralidade nas suas carteiras de clientes – estes dados não são do domínio público –, estas percentagens ficam muito acima da inflação prevista para 2004 (2,1%), acrescenta.
Mas os problemas não ficam por aqui. Uma vez mais, esta revista de defesa do consumidor aponta o dedo ao Instituto de Seguros de Portugal, que pouco ou nada tem feito para fiscalizar o sector e resolver antigas falhas das apólices de seguro automóvel. Por exemplo, exclusões cuja interpretação é ambígua, agravamento do prémio total quando é accionada apenas uma cobertura ou por sinistros que não dependem da capacidade de condução do segurado (tempestades e roubo, por exemplo) e o facto de este ser obrigado a optar por uma oficina para arranjar o seu carro (apenas na Fidelidade Mundial).
| Dinheiro & Direitos n.º 63 - Maio/Junho de 2004 - pág. 14 a 18 |
26.04.2004
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