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Seguro automóvel: poupe 800 por ano

A OK! Teleseguro, Seguro Directo e AMA (para profissionais de saúde) são as companhias mais baratas, tanto para o seguro obrigatório, como para o facultativo ou “contra todos os riscos”. Segundo a DINHEIRO & DIREITOS, se escolher a seguradora certa, pode poupar até 800 euros por ano.

Em 2004, o Instituto de Seguros de Portugal contou quase 8000 acidentes entre condutores sem seguro. Apesar de obrigatório, muitos portugueses circulam sem seguro de responsabilidade civil ou “contra terceiros”. Este garante que, em caso de acidente do qual seja culpado, tem como indemnizar as vítimas pelos danos materiais ou físicos que venham a sofrer até ao limite de 600 mil euros (mais, se contratar um capital superior).

Se quiser garantir o pagamento de eventuais estragos no seu carro quando não exista um terceiro responsável, pode optar pela cobertura de danos próprios (inclui choque, incêndio e roubo). Além desta, poderá também contratar as coberturas de responsabilidade civil facultativa, ocupantes do veículo e assistência em viagem, entre outras. Segundo a revista jurídico-financeira da DECO PROTESTE, este seguro é interessante sobretudo para condutores inexperientes, carros de valor elevado ou comprados a crédito e não totalmente pagos.

Para saber qual o melhor seguro e a companhia mais barata, a DINHEIRO & DIREITOS analisou 11 apólices e respectivos prémios anuais. A AMA (para profissionais de saúde e familiares), OK! Teleseguro e Seguro Directo são Escolhas Acertadas para a maioria dos consumidores. Para alguns condutores, a Açoreana e Allianz também são boas opções. Segundo a edição de Maio desta revista, a escolha destas companhias permite poupar até 800 euros por ano.

Aumento de 50%
Todos os anos, as seguradoras aumentam os prémios do seguro automóvel, invocando os (maus) resultados do ano anterior ou um aumento anormal da sinistralidade rodoviária. Regra geral, esses aumentos têm ido até aos 5 por cento.

Para saber qual foi, em média, o aumento real dos prémios em 2005, a DINHEIRO & DIREITOS questionou as companhias e comparou os preços deste ano com os de Julho de 2004 (último estudo). A maioria disse ter aumentado a responsabilidade civil entre os 2 e os 5 por cento.

Contudo, para a revista da DECO PROTESTE, as percentagens não são tão lineares quanto as seguradoras querem fazer crer. Com excepção da AMA e da Seguro Directo, que mantiveram os preços de 2004, todas as outras apresentam subidas consideráveis nalguns cenários, mas também diminuições de preços noutros. O aumento mais significativo foi da OK! Teleseguro: 48% para um condutor do sexo masculino, residente em Lisboa (cidade de risco agravado), sem descontos nem agravamentos, com um carro de 1900 de cilindrada.

Apólices acidentadas
Esta revista de defesa do consumidor revela também que as apólices continuam a apresentar falhas que comprometem a sua utilidade. Por exemplo, exclusões cuja interpretação é ambígua, como “danos resultantes da circulação em locais reconhecidos como não acessíveis ao veículo” ou “danos resultantes da má conservação do veículo”, entre outras. Resultado: na falta de uma definição mais clara, as seguradoras podem utilizar estas exclusões para não indemnizar os segurados.

Outra das críticas da publicação prende-se com o agravamento do prémio total quando é accionada apenas uma cobertura (por exemplo, da responsabilidade civil quando só activa os danos próprios) ou por sinistros que não dependem da capacidade de condução do segurado, como tempestades e roubo.

Por fim, a DINHEIRO & DIREITOS denuncia que algumas seguradoras obrigam o cliente a reparar o seu carro numa das oficinas com as quais têm protocolo, o que pode penalizar os consumidores e desvirtua a lei da concorrência.

| DINHEIRO & DIREITOS n.º 69 – Maio/Junho de 2005 – páginas 34 a 38 |

26.04.2005

 
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