Se a
sua casa for
atingida por um incêndio, inundação,
tempestade, sismo, entre outros,
pode poupar milhares de euros com uma boa cobertura
multirriscos-habitação.
Ao calcular o capital a contratar, faça uma
avaliação
fiel dos bens. Se indicar um valor
inferior ao real, a seguradora paga só uma
parte dos prejuízos, em caso de
sinistro. Um exemplo: o recheio de casa ascende a € 50 000,
mas declarou € 30
000 (60% do valor real); se for assaltado e lhe levarem bens no valor
de € 10
000, recebe apenas € 6 000 (10 000 × 60%). Em
contrapartida, não ganha em
sobreavaliar. Paga mais de prémio e a companhia
só lhe dá o equivalente ao
valor real.
Imóvel com
contas certas
No seguro para
paredes, o capital contratado deve corresponder ao valor de
reconstrução do
imóvel. Regra geral, este é inferior ao de
mercado, pois não contabiliza o
terreno, nem factores de valorização, como a
proximidade do mar, transportes,
etc. No título constitutivo ou na escritura do
imóvel, consulte a área,
incluindo a sua parte de zonas comuns, e multiplique pelo
preço de reconstrução
por metro quadrado no concelho. Estes preços são
indicativos para um imóvel sem
acabamentos de luxo. Se o seu tem obras recentes ou equipamentos
superiores,
como estores eléctricos e aquecimento central, acrescente 20
a 30% ao valor
apurado. Por exemplo, em 2008, o valor de
reconstrução de um imóvel com 116m2,
em Faro, é de € 100 402 (116 m2 ×
€ 721,28 + 20%).
Para saber quanto paga
pelo seguro, multiplique o valor de reconstrução,
em milhares de euros, pela
tarifa da seguradora para edifício. Por exemplo, se esta
cobrar € 0,89, pagaria
€ 89 por ano, no exemplo anterior (100 × 0,89).
Sobre este valor podem incidir
descontos ou agravamentos, em função das
características do imóvel. Os
dispositivos de segurança e meios de
prevenção contra incêndio, como portas
blindadas, alarmes e extintores, reduzem o prémio.
Prédios com lojas, indústria
ou serviços aumentam-no.
Se quiser a cobertura
de fenómenos sísmicos, conte gastar mais algumas
dezenas de euros. A tarifa
varia em função da idade do imóvel e
zona onde está situado. Regra geral, os
edifícios em localidades de risco agravado, como Lisboa e
Faro, pagam mais. O
mesmo acontece às construções
anteriores a 1960, por empregarem materiais menos
seguros. Todas as seguradoras pagam danos por sismos até ao
capital seguro com
uma franquia de 5 por cento. Assim, se tiver prejuízos de
€ 5000, recebe 4750
euros.
Há quem opte por franquias superiores, para pagar um
prémio mais baixo. É uma
solução preferível a não
contratar a cobertura. Mas em caso de sinistro a
indemnização é menor.
Recheio bem
avaliado
Faça uma lista dos
bens, incluindo roupa e calçado. Calcule quanto custaria
substituí-los hoje.
Para as antiguidades ou obras de arte, consulte um especialista. Estes
e outros
objectos de valor elevado, como aparelhos fotográficos,
jóias, colecções, armas
e casacos de pele, são considerados especiais e devem ser
discriminados na
apólice. Caso contrário, a maioria das
seguradoras paga até € 1500 por cada,
mesmo que valham mais. Some as parcelas e acrescente 10%, como
segurança.
O valor dos bens não
se mantém ao longo dos anos. Pode aumentar ou diminuir, pelo
que todas as
seguradoras actualizam anualmente os capitais seguros, com base nos
índices
publicados trimestralmente pelo Instituto de Seguros de Portugal. Esses
pretendem reflectir a variação dos
preços em função da
inflação. Quanto ao
recheio, como é natural que compre outros móveis,
utensílios, objectos
decorativos e máquinas ao longo dos anos, actualize os
valores a cada 4 ou 5
anos.