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Os seguros de capitalização com capital garantido e rendimento variável são um mau investimento, mesmo para quem privilegia a segurança das suas economias.
Em 2010, estes produtos renderam apenas 2,7% brutos, em média. Além disso, cobram comissões elevadas. Se quer garantir o montante investido, prefira os Certificados do Tesouro, alerta a edição de setembro da PROTESTE INVESTE.
Poupar é uma tarefa cada vez mais difícil para a maioria dos portugueses. A curto e médio prazo (menos de 5 anos), os depósitos são quase sempre a melhor opção, desde que escolha os bancos com as taxas mais elevadas. Para o longo prazo (5 anos ou mais), evite os seguros financeiros de capital garantido. O boletim financeiro da DECO PROTESTE avaliou 24 produtos vendidos por bancos e seguradoras e concluiu que nenhum é interessante.
Os subscritores pagam um preço demasiado elevado pela garantia do capital e por um pequeno benefício fiscal sobre o rendimento. O Prévoir Capital Garantido, por exemplo, assegura um rendimento de 3% ao ano, mas retira 5% a cada entrega. Como se não bastasse, este seguro cobra até 5% se quiser resgatar o capital no primeiro ano.
A proteção ao investidor é outro ponto fraco dos seguros de capitalização. Em caso de falência da seguradora, o consumidor conta apenas com as reservas técnicas da própria companhia, que poderão ser insuficientes. Pelo contrário, quem aplica em depósitos, ações, obrigações e fundos beneficia de mecanismos de compensação externos às entidades que comercializam aqueles produtos. No caso dos Certificados de Aforro e do Tesouro, a garantia é dada pelo Estado.
Se pretende investir por mais de 5 anos, não gosta de correr riscos e quer garantia do rendimento, opte por Certificados do Tesouro. Pagam entre 5,3% líquidos ao ano entre 5 e 9 anos, e 5,6% a 10 anos. Não cobram comissões e pode resgatar o capital após os primeiros 6 meses. Como não convém pôr todos os ovos no mesmo cesto, diversifique com aplicações de maior risco e um potencial de rendimento superior, como ações e fundos de investimento.
Se já subscreveu seguros de capitalização, deixe de fazer entregas ou resgate, após analisar as penalizações. Em caso de dúvida, veja as análises da PROTESTE INVESTE em www.deco.proteste.pt/investe.
07.09.2011
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