|
A marca de rissóis “O Fofinho” foi eliminada devido a falhas de conservação
e higiene, pelos valores elevados de Estafilococos, susceptíveis de
produzirem toxinas resistentes à fritura.
A DECO PROTESTE já denunciou esta
situação à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. A revista PROTESTE
testou 16 marcas de pastéis de bacalhau e 14 de rissóis de camarão
congelados e o cenário é de cautela. Seis amostras foram penalizadas também
por não corresponderem aos padrões de qualidade microbiológica.
A DECO exige ao Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das
Pescas legislação mais completa ao nível da microbiologia e a inclusão de
mais alimentos. A actual lei não evita muitos produtos com má higiene e
conservação à venda.
Tanto os pastéis, como os rissóis são pré-cozinhados: foram submetidos a
um tratamento térmico, o que reduz a quantidade de microrganismos. Ainda
assim, a PROTESTE encontrou produtos muito contaminados. Mesmo sem
um perigo imediato para o consumidor, revela o mau desempenho em termos
de conservação e higiene. Face ao último estudo, há mais de 10 anos,
os resultados foram piores, apesar de todos os meios ao serviço da indústria
e as práticas de controlo obrigatórias.
Metade das amostras de pastéis de bacalhau continham pelo menos vestígios
de outros peixes e, nos rissóis, o recheio e o camarão nem sempre eram
abundantes. Os glutamatos, aditivos associados à síndrome do restaurante
chinês, dispensáveis e enganadores nos alimentos, e usados por muitos fabricantes,
são outra nota negativa. Tal adição, permitida por lei, nem sempre
foi assinalada no rótulo. A DECO PROTESTE condena esta adição. A lei geral
sobre aditivos tem de ser menos permissiva, pois tolera mais aditivos em
número, alimentos e quantidade do que deveria.
Todas as amostras obtiveram boas prestações na quantidade de gordura.
Mas alguns pastéis e rissóis continham quantidades significativas de sal.
24.05.2010
|