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Estudo denuncia que antes ou durante o abate milhares de frangos contêm bactérias que denunciam má higiene.
A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) encontrou, em carne de frango, duas bactérias potencialmente patogénicas, Campylobacter e Salmonella, em muitos matadouros da União Europeia. Muitos frangos já estavam contaminados antes de serem abatidos, mas uma percentagem significativa também o foi durante o abate. Já num estudo que realizámos em 2008 em amostras de frango embalado e a granel, a prevalência destas bactérias era elevada: em 69 amostras, 19 continham Salmonella e 55 Campylobacter.
O estudo da EFSA é uma boa base para se detectar a possível origem dos problemas de higiene da carne de frango à venda nos supermercados e talhos. A contaminação pode dar-se tanto na exploração, como no próprio matadouro. Daí que seja crucial maior cuidado na limpeza geral, desinfecção do local onde o frango é criado e controlo durante o abate, entre outras medidas.
O estudo da EFSA decorreu em 2008: mais de 10 mil amostras foram analisadas em 561 matadouros, escolhidos de forma aleatória, de 26 Estados-membros, bem como da Noruega e Suíça.
Campilobacteriose e salmonelose são das doenças de origem alimentar mais reportadas em humanos, na União Europeia. Ambas causam mal-estar, vómitos, dor abdominal e diarreia, entre outros sintomas. A carne de frango é uma das principais causas. O risco para a saúde advém do consumo de carne mal cozinhada ou da contaminação cruzada entre alimentos. Manipulação cuidada, cozedura adequada e higiene na cozinha reduzem o risco de problemas.
Última atualização em abril de 2010
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