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Confirmada a contaminação de 30 toneladas de carne irlandesa, falta saber o nome dos produtos para proteger os consumidores.
As autoridades portuguesas apreenderam e vão destruir cerca de 30 toneladas de carne de porco da Irlanda. Estas continham dioxinas e PCB (bifenilos policlorados) similares a dioxinas em concentrações até 200 vezes acima do limite legal. Mas a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) admite que vários produtos com carne contaminada, como salsichas e pizas, foram postos à venda e podem ter sido consumidos.
Não há riscos de toxicidade a curto prazo para quem ingeriu a carne. Mas os PCB e as dioxinas são difíceis de eliminar, acumulam-se no organismo e demoram cerca de 10 anos a diminuir a sua concentração de forma significativa. É preciso mais transparência das autoridades, sobretudo quando se trata de substâncias potencialmente cancerígenas.
Os consumidores exigem à ASAE e ao Ministério da Agricultura a identificação das marcas e produtos com carne da Irlanda. Alguns podem tê-los comprado e guardado para consumo futuro.
A carne de suíno e outras devem ter rótulos específicos, com a origem do animal, entre outros, como na de vaca. Para reduzir o risco de alimentos perigosos no prato, os sistemas de rastreabilidade, que utilizam técnicas para conhecer o histórico do produto, têm de ser eficazes.
Saiba mais sobre o controlo das carnes no dossiê Alimentos do prado ao prato (veja em baixo Informação relacionada).
Última atualização em dezembro de 2008
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