Os corantes são utilizados para disfarçar falta de qualidade ou melhorar artificialmente a aparência do alimento. Alguns são inócuos, mas em muitos casos não se conhecem todos os efeitos.
Há centenas de aditivos alimentares, entre eles, corantes, autorizados na União Europeia, mas nem todos inofensivos. A longo prazo, as intolerâncias podem manifestar-se com problemas digestivos, enxaquecas, alterações na pele, rinite ou crises de asma, entre outros. Alguns podem provocar alterações no comportamento das crianças ou ter potenciais efeitos cancerígenos.
A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos detetou limitações na pesquisa, mas recomendou baixar o consumo. Os produtos com estes corantes fabricados após 20 de julho último têm de incluir no rótulo um aviso: "o corante pode causar efeitos negativos na atividade e atenção das crianças".
6 corantes na lista negra
E 102 Tartarazina
E 104 Amarelo-de-quinoleína
E 110 Amarelo-alaranjado S, amarelo-sol FCF
E 122 Azorubina, carmosina
E 124 Vermelho-de-cochonilha A, Ponceau 4R
E 129 Vermelho-allura AC
DDA: pouca garantia de segurança
Para a utilização de um aditivo ser autorizada, vários estudos têm de provar que estão isentos de efeitos negativos. Com base nesses testes, é fixada uma dose diária admissível (DDA): o máximo que pode consumir por dia sem arriscar a saúde. A DDA é expressa em miligramas por quilo de peso.
O limite máximo de um aditivo nos alimentos é definido com base na DDA. Mas mesmo que um produto contenha pequenas doses de um aditivo, a sua presença em vários pode levar a ultrapassar a DDA. O efeito cumulativo é preocupante, sobretudo, nas crianças que rapidamente podem exceder os limites seguros, dado o peso inferior e os alimentos “bombas de corantes”, muito apelativos para essas idades.
Nalguns casos, as DDA são provisórias enquanto não há estudos suficientes que comprovem que a segurança dos aditivos. Mas sem atingir essa etapa, as substâncias nem deveriam ser autorizadas.
Dicas para reduzir
Leia os rótulos. A ausência de corantes ou conservantes não significa que o produto esteja isento de outros aditivos. Há corantes naturais mais nefastos do que os sintéticos e com uma dose diária admissível muito inferior.
Quanto mais colorido, transformado ou elaborado o alimento, maior a probabilidade de conter aditivos. É o caso de produtos de confeitaria e pastelaria, charcutaria, molhos e condimentos, refeições preparadas, refrigerantes, aperitivos e sobremesas.
Para não exceder as doses diárias admissíveis, prefira alimentos simples e varie a alimentação. As crianças devem reduzir as guloseimas.
Alguns corantes, conservantes, antioxidantes e intensificadores de sabor estão entre os aditivos problemáticos, sem dados suficientes ou conclusivos de segurança e que podem provocar reacções alérgicas. Quando tiver dúvidas, consulte a nossa base de dados interactiva e veja qual a avaliação.