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Casos recentes no País de contágio com brucelose, devido a queijo fresco não pasteurizado contaminado, relançam o alerta sobre a importância de erradicar a doença.
A transmissão da brucelose pode fazer-se através do contacto direto com animais infetados, afetando sobretudo quem trabalha em matadouros, criadores de gado e veterinários. Mas o contágio também ocorre pela ingestão de leite e derivados não pasteurizados, provenientes de animais infetados.
A probabilidade de infeção aumenta quando se trata de produtos à base de leite de cabra e ovelha, com maior risco para os queijos pouco ou não curados. A carne mal passada e as verduras irrigadas com água ou adubadas com estrume animal são outras fontes de infeção.
Sintomas mais frequentes: febre irregular, suores noturnos, fadiga, dores de cabeça, dores lombares, nos músculos e nas articulações, falta de apetite e emagrecimento.
Geralmente, a brucelose dura entre poucas semanas e vários meses, podendo originar complicações ao nível dos ossos, do sistema nervoso central, respiratório, cardiovascular e aumento do volume do fígado. O tratamento é simples, com antibióticos, mas o principal problema é o diagnóstico, nem sempre imediato.
Previna-se com alguns cuidados na alimentação, como cozinhar bem a carne e evitar o leite e seus derivados não pasteurizados.
Plano de erradicação faz diminuir número de casos
A brucelose é uma doença dos animais transmissível ao Homem (zoonose), causada por uma bactéria do género Brucella. Existem várias espécies consoante os animais que infetam, sendo a Brucella melitensis, bactéria que infeta cabras e ovelhas, a responsável pela maioria dos casos de brucelose. Também é conhecida por febre ondulante ou febre de malta. É de declaração obrigatória.
O número de casos confirmados tem vindo a decrescer significativamente na União Europeia, com um total de 401 em 2009. Portugal tem acompanhado a tendência, com apenas um ligeiro aumento em 2009, ano em que registaram-se 80 casos; 56 em 2008; 74 em 2007; 76 em 2006 e 147 em 2005, de acordo com dados da EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar).
Segundo a Direção-geral de Saúde, o sexo mais atingido é o masculino e, no País, cerca de metade das notificações proveem da região Centro (Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu). Os meses de maio, junho e julho são os mais propícios ao desenvolvimento da doença devido às condições climatéricas.
A esta diminuição não é alheio o plano desenvolvido pelo Ministério da Agricultura para erradicar a doença nos rebanhos, através de vacinação e abate dos animais doentes.
Última atualização em setembro de 2011
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