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Transpiração excessiva

Quando a transpiração se torna desagradável, podem surgir problemas sociais. Mas existem tratamentos eficazes.

Transpiração excessiva

A transpiração excessiva é designada por hiperidrose. No geral, a hiperidrose local afecta as glândulas das axilas, mãos, pés e rosto e, sobretudo, após a puberdade. Também pode manifestar-se em todo o corpo. Mas, nesse caso, será um sinal de um problema de saúde, como, por exemplo, uma infecção ou níveis de glicemia demasiado baixos.

Apesar de ser um problema algo frequente, ainda não há certezas sobre as suas causas. Supõe-se que o sistema nervoso autónomo seja excessivamente estimulado por certos factores, tais como o stresse, o calor, os esforços físicos ou alguns alimentos (por exemplo, com picante).

Sinais do problema

Os especialistas definem vários critérios para que se possa considerar a existência de hiperidrose local. O indivíduo precisa de sofrer, durante seis meses e sem razão aparente, de transpiração excessiva nas mãos, pés, axilas ou rosto.

Há ainda a juntar dois dos seguintes factores:

  • suor abundante de ambos os lados do corpo;
  • transpiração excessiva, pelo menos, uma vez por semana;
  • início do problema antes dos 25 anos;
  • influência da vida quotidiana;
  • ausência de transpiração excessiva durante o sono;
  • antecedentes familiares.

Primeira abordagem

  • Para resolver os casos mais simples, comece por evitar a roupa que apresente logo manchas de transpiração, use peças largas e recuse os sintéticos. O algodão, o linho ou a seda são mais adequados. No calçado, prefira sapatos que não sejam fabricados com materiais plásticos.
  • Quanto à higiene, escolha substitutos do sabonete. Lavagens regulares e a utilização de desodorizante são importantes para eliminar o suor e evitar o desenvolvimento de bactérias. Depois do banho, pode usar pó de talco.
  • Se estas medidas forem ineficazes, aplique um antitranspirante à base de sais de alumínio ou zircónio. Estes produtos diminuem a produção de suor, pois retraem ou fecham a parte superior da glândula sudorípara. Se tiver alguma reacção alérgica ou irritação na pele, deixe de usar.

Tratamentos médicos

  • Se as medidas anteriores não resultarem, é possível avançar para a ionoforese, uma técnica que consiste em aplicar estímulos eléctricos que bloqueiam temporariamente as glândulas sudoríparas. O método necessita de tratamento de manutenção.
  • Os medicamentos também podem ser uma opção. Mas, no geral, têm mais inconvenientes do que vantagens. Muitas vezes, trata-se de substâncias sem indicação para a hiperidrose, mas que, em doses elevadas, reduzem a produção de suor.
  • Outra possibilidade para as axilas são as injecções de botox, uma proteína que bloqueia a libertação do neurotransmissor que intervém na activação das glândulas sudoríparas. Após alguns dias, a produção de suor diminui e mantém-se reduzida durante 6 a 11 meses.

Último recurso

  • Em casos mais graves, e se os tratamentos anteriores se revelarem infrutíferos, a cirurgia é uma alternativa. Uma primeira intervenção é a ablação das glândulas que produzem suor em excesso. Mas esta técnica pode deixar uma cicatriz pouco estética.
  • Menos agressiva é a aspiração local, que consiste na sucção do tecido subcutâneo e glândulas. Contudo, os resultados a longo prazo não são bem conhecidos.
  • As glândulas das axilas também podem ser removidas por raspagem. Porém, este método parece menos eficaz e permite as recaídas.
  • A simpatectomia torácica, que exige anestesia, destrói alguns gânglios nervosos responsáveis pelas zonas onde se manifesta a transpiração excessiva.

 
 
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