Tomar antibióticos sem abusar
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Cure gripes e
constipações sem antibióticos. O uso
indevido torna bactérias mais
resistentes e aumenta a factura para tratar
infecções.
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Receita caseira para gripes
Os antibióticos lutam contra as
bactérias, não os vírus. Muitas
inflamações na garganta, como amigdalites,
faringites e laringites, gripes,
constipações e tosse, causadas por
vírus, não se aliviam ou curam com esses
medicamentos. Podem até ter efeitos adversos, como diarreia,
náuseas, reacções
alérgicas e comichão vaginal. Nalguns pacientes,
o antibiótico pode justificar-se
como prevenção secundária, quando
há outra doença e as defesas do organismo
estão fracas. Também as
infecções urinárias, da pele, otite
externa e
conjuntivite exigem tratamento antibacteriano.
Repouso, muitos líquidos,
analgésicos para a febre e dores, como
o paracetamol, e soro fisiológico (em caso de nariz
entupido) são a fórmula
simples para lidar com gripes e constipações.
A vacina reduz o risco de contrair
a infecção viral. Deve ser
administrada em Outubro e Novembro, podendo ser aplicada durante todo o
período
de Outono e Inverno. Fale com o seu médico de
família, se pertence aos grupos
de risco: utentes com mais de 65 anos, doentes crónicos e
profissionais de
saúde que lidem com estes.
Trave a resistência
Quando tomamos um antibiótico
para neutralizar as bactérias,
também lhes damos a oportunidade de lutarem, se adaptarem e
desenvolverem
resistências. Os antibióticos têm
diferentes acções e podem matar as
bactérias
ou inibir a sua reprodução, para permitir que as
nossas defesas as destruam.
Alguns penetram na membrana da parede celular, a
protecção das bactérias,
eliminando-a.
Outros antibióticos afectam a
produção de proteínas
responsáveis
pelo fabrico de novas células. Mas as bactérias
podem alterar áreas específicas
dos seus genes, onde os antibióticos actuam, inactivando-os
antes de entrar ou
expulsando-os. Depois, além de se replicarem, transferem os
genes de
resistência a outras bactérias. Se deixar de tomar
o antibiótico antes de a
embalagem terminar, por exemplo, não elimina esses
microrganismos mais
“lutadores” e prolonga a
infecção. Mesmo que se sinta melhor, respeite as
tomas e acabe a embalagem.
Medicamentos receitados a outros utentes
não são opção. O
antibiótico para uma infecção pode
não ser adequado para doenças que surjam no
futuro. Entregue as sobras na farmácia para
protecção do ambiente.
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