A informação ajuda a prevenir o tabagismo: uma aposta a reforçar sobretudo junto dos adolescentes, que se iniciam no tabaco cada vez mais cedo.
O tabaco é o assassino em série mais mortífero. Rouba uma média de 15 anos e mata uma pessoa a cada 6 segundos. Os dados são da Organização Mundial de Saúde e referem-se a 2008. Estima-se que, durante o século XXI, 1000 milhões de pessoas venham a falecer devido ao tabaco, 80% das quais em países mais pobres.
No Ocidente, as campanhas informativas, as leis restritivas, a proibição de publicidade ao tabaco e as ações em tribunal das vítimas e seus familiares têm contribuído para a queda do consumo. Mas é preocupante que os jovens experimentem o tabaco cada vez mais cedo. Estudos provam que, quanto mais elevado é o nível escolar e as informações sobre os malefícios, menor é a tendência para recorrer ao tabaco.
Além do risco associado ao cancro do pulmão, o vício aumenta a probabilidade de outros tumores (boca, laringe, etc.), doenças cardiovasculares, úlcera, aborto espontâneo e bebés prematuros.
Muitos fumadores pensam que mantêm a situação controlada e consideram-se ocasionais, por fumarem poucos cigarros por dia. Mas a longevidade do consumo tem um impacto mais negativo do que a quantidade.
Se for difícil deixar de fumar sozinho, recorra a ajuda profissional. Fale com o médico de família, que analisa o seu comportamento e motivação e, se necessário, aconselha medicação. Em certos hospitais e centros de saúde, existem consultas de desabituação tabágica. Alguns medicamentos fornecem uma quantidade controlada de nicotina ao organismo, para diminuir a vontade de fumar e os problemas associados à paragem, como irritabilidade, frustração e falhas de concentração.
Os substitutos da nicotina são mais indicados para quem fuma muito. No geral, os mais dependentes precisam de doses superiores, um tratamento mais prolongado e eventualmente outro medicamento em associação, para reduzir os sintomas da privação e a vontade compulsiva de fumar. A taxa de sucesso média dos substitutos de nicotina varia entre 18 e 24%, consoante a forma de administração (adesivos cutâneos, pastilhas ou inalador). Podem ter efeitos secundários, como dores de cabeça, instabilidade emocional, insónias e vertigens, mas nada de muito grave. Os benefícios compensam os inconvenientes.
Roteiro para deixar de fumar
Escolha bem o momento: férias, uma viagem ou um período de trabalho menos intenso. É mais fácil se estiver tranquilo. Se o seu companheiro for fumador, convença-o a deixar o hábito ao mesmo tempo.
Elimine os objetos associados (cigarros, isqueiros e cinzeiros) e reduza o café, chá, bebidas alcoólicas e alimentos calóricos. Encontre truques para fintar o vício: beber água, respirar fundo ou manusear um objeto idêntico a um cigarro.
Uma atividade física alivia o stresse e controla um eventual aumento de peso. Consulte o nosso simulador que revela o seu grau de dependência da nicotina e conselhos para uma vida saudável.