Ressonar: noites sem ruído de fundo
|
Evitar o tabaco, dormir de lado e manter o quarto fresco e húmido ajudam a reduzir o ressonar. Se não resultar, vá ao médico.
|
|
Não existem soluções milagrosas para deixar de ressonar. Nem as cirurgias resolvem totalmente o problema. Ressonar alto, sentir cansaço e muita sonolência de dia e acordar várias vezes durante a noite, em sobressalto e com falta de ar, podem indiciar um problema grave, que requer tratamento: a apneia do sono. Perante os sinais de alerta, vá ao médico.
Entre 25 e 45% das pessoas ressonam ocasionalmente e 25% com frequência. É mais comum nos homens e nas famílias com historial. O excesso de peso é um fator de risco.
Ressonar não prejudica a qualidade do sono na maioria dos casos. Poderá causar garganta seca ou irritada ao acordar, mas não problemas graves. Incomoda sobretudo quem está ao lado.
Mude alguns hábitos
Recorrer a tiras adesivas ou soro para o nariz e manter o quarto húmido podem ser úteis para melhorar a respiração. Mas o mais eficaz e barato passa por alterar hábitos.
Evite refeições com excesso de gordura, condimentos e em quantidade ao jantar. Modere também o tabaco e o consumo de álcool.
Mantenha o ambiente fresco e húmido, eventualmente, com um humidificador. O ar seco pode irritar o nariz e a garganta.
Desobstrua o nariz com soro fisiológico, se estiver entupido. Usar descongestionantes nasais pode ser útil em caso de constipação, por exemplo, mas não por mais de 3 dias, sob pena de ficar com um congestionamento crónico.
Tente dormir de lado. Coser um bolso com uma bola de ténis nas costas do pijama irá habituá-lo a retomar a posição lateral.
Levante ligeiramente a cabeceira da cama ou durma com duas almofadas para facilitar a respiração.
Os tampões para os ouvidos são uma boa ajuda para o parceiro. Outra solução é deitar-se depois de este ter adormecido.
Cirurgia em último recurso
Por vezes, é necessário fazer uma pequena cirurgia para corrigir um problema anatómico. Endireitar o septo nasal, remover pólipos, amígdalas ou adenoides, se forem muito volumosos, ou intervir ao nível do palato, removendo parte deste ou dos tecidos, são operações frequentes. Mas são soluções de último recurso, já que a recuperação é dolorosa e há risco de hemorragias.
Recentemente, começaram a fazer-se implantes no palato, para enrijecer a área e facilitar a passagem do ar, mas esta técnica ainda necessita de investigação.
Nalguns casos, aconselha-se o uso de um aparelho ortodôntico, que puxa os maxilares para fora, favorecendo a passagem de ar. A Food and Drug Administration, entidade norte-americana que controla a alimentação e os medicamentos, alerta para os riscos dos aparelhos que não são feitos à medida, à venda pela Internet. Podem gerar movimentos e até perda de dentes, dores e inchaço nas gengivas e maxilares, e causar obstrução respiratória. Se o médico recomendar um aparelho destes, contacte um dentista ou ortodontista, pois deverá ser adaptado à boca e à dentição.
Este texto respeita o novo acordo ortográfico
|