Queda de cabelo: combata o mal pela raiz
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Perante uma queda de cabelo exagerada vá ao médico, pois é reversível nalguns casos. As alegadas soluções milagrosas para a calvície só o farão perder centenas de euros.
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A calvície, causada sobretudo por fatores hereditários e hormonais, atinge cerca de metade dos homens adultos. Pode também afetar as mulheres, em geral, após a menopausa, mas em menor proporção.
Não se deixe levar pela publicidade a vitaminas, champôs e loções que alegam “travar a queda do cabelo”, “estimular o crescimento” ou garantem “eficácia antiqueda após 3 semanas”. São caros e, na maioria dos casos, criam falsas expectativas, dado que os efeitos não estão inequivocamente comprovados.
Medicamentos para a vida
Apenas a loção minoxidil e os comprimidos de finasteride mostraram alguma eficácia em estudos clínicos. Mas os resultados são escassos e deve seguir o tratamento sem interrupção durante toda a vida, para se manterem.
Podem surgir efeitos secundários desagradáveis. No minoxidil, dores de cabeça, irritação ou alergia e, nalguns casos, irregularidades cardíacas. Não é indicado a doentes cardíacos. Nas mulheres, há risco de desenvolvimento de pelos indesejados noutras zonas. Já o finasteride pode causar disfunção erétil e alterações da libido. Não é indicada nas mulheres: não há resultados comprovados e tem efeitos adversos, como malformações no feto.
Transplante capilar desde 5 mil euros
O transplante capilar dá bons resultados na maioria dos casos. Consiste em retirar pequenos pedaços do couro cabeludo de trás e da parte de lado da cabeça, implantando-os na zona desguarnecida.
Geralmente, são necessárias 2 a 4 sessões para re-encontrar uma densidade aceitável. Esta cirurgia é efetuada em clínicas privadas, sob anestesia local, e poderá custar entre 5 e 7 mil euros. Como qualquer cirurgia, há risco de dor, hemorragias e infeções.
Vá ao médico em caso de queda exagerada
Todas as manhãs, encontra cabelos na almofada ou na escova? É normal. O ciclo de vida dos cabelos passa por 3 fases: enquanto uns nascem, outros estão a crescer ou morrem para dar lugar aos novos.
Sinais de alarme:
- perda de cabelo antes da puberdade;
- irritação, dor ou comichão no couro cabeludo;
- pilosidade facial anormal, acne e ciclos menstruais irregulares nas mulheres;
- perda repentina sob a forma de peladas;
- queda de mais de 100 cabelos por dia, equivalente a uma madeixa.
Perante a perda repentina e anormal de cabelo, convém ir ao médico. Tal pode acontecer a seguir ao parto, por motivos hormonais, mas também devido a uma carência em ferro, distúrbios da tiroide, doença crónica ou infecciosa grave. As dietas muito restritivas são um fator de risco.
A quimioterapia, alguns anticoagulantes, contracetivos e medicamentos para a tiroide são outras causas possíveis. Mas o problema é temporário e o cabelo volta a nascer assim que se interrompe o tratamento. Para minimizar o choque, os pacientes podem cortar o cabelo muito curto, usando lenços ou uma peruca.
Os acontecimentos traumáticos ou geradores de um grande stresse psicológico, como um acidente, uma cirurgia ou a morte de uma pessoa próxima, podem também levar a uma queda acentuada de cabelo, sob a forma de peladas. Pode afetar tanto adultos como crianças entre 2 e 4 meses após o acontecimento gerador de stresse. Mas o cabelo volta a crescer e a situação restabelece-se habitualmente ao fim de 1 ano.
Algumas crianças sofrem de tricotilomania, um impulso para puxar e arrancar o próprio cabelo. Fale do assunto ao pediatra.
Caspa, infeções causadas por fungos ou dermatite seborreica, inflamação da pele que começa a escamar, são outras causas frequentes. Se o problema não for tratado, a queda pode ser irreversível. É essencial ir ao médico para identificar a causa e travar o problema.
Este texto respeita o novo acordo ortográfico
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