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Vacinas: precaução indispensável

17 Fevereiro 2016
Vacinas: precaução indispensável

A vacina da BCG vai voltar a ser administrada, mas, por agora, só a bebés e crianças de risco identificados pelas unidades de saúde. Conheça ainda os nossos conselhos sobre outras vacinas.

Início

A vacina BCG vai voltar a ser distribuída nos hospitais e centros de saúde, mas apenas a crianças de risco. Normalmente, a BCG é administrada aos bebés recém-nascidos, de preferência antes de saírem da maternidade, desde que tenham mais de 2 quilos de peso. Mas desde o primeiro semestre de 2015 que a vacina está esgotada em Portugal.

A Direção-Geral da Saúde considera “de risco” apenas as crianças:

De acordo com a Direção-Geral da Saúde, as crianças de risco vão ser contactadas pelas respetivas unidades de saúde para receberem a vacina.

Para que serve a vacina BCG?
Protege contra as formas graves de tuberculose, uma doença grave provocada por uma bactéria que afeta os pulmões e outras partes do corpo, como os rins, ossos e articulações. A vacina que será distribuída às crianças de risco pode ser administrada na mesma altura em que se administram outras vacinas do Programa Nacional de Vacinação.

Vacinar é seguro
Todos os anos, as vacinas salvam milhões no mundo inteiro. Protegem as crianças das doenças ditas “infantis”, que poderiam evoluir para problemas graves ou mortais. Com a vacinação, foram erradicadas doenças como a varíola, e outras estão em vias de ser eliminadas, como a poliomielite. 

O Programa Nacional de Vacinação infantil é cumprido quase à risca e tem-se revelado eficaz, segundo a Direção-Geral da Saúde. Portugal é um dos países com maior número de vacinas administradas, sobretudo em crianças. Para os adultos, o Programa Nacional de Vacinação apenas prevê a vacina contra o tétano, de 10 em 10 anos.

De vez em quando, surgem grupos de pressão antivacinas em alguns países, devido ao receio dos efeitos adversos. Na última década, reapareceram surtos de sarampo em crianças, por exemplo, nos EUA e no Reino Unido. As autoridades de saúde locais relacionaram o fenómeno com a recusa dos pais em vacinar os filhos, por acreditarem que poderia causar autismo. Um estudo científico recente rejeita a existência de ligação entre o autismo e a vacina contra o sarampo, a papeira e a rubéola, de acordo com um artigo publicado no Journal of the American Medical Association.

Optar pela vacinação é uma decisão individual com peso na sociedade. Vacinar a maioria da população cria imunidade de grupo: caso surja uma infeção, é mais difícil transmiti-la. Tal permite eliminar ou, pelo menos, controlar doenças. Quando poucos estão imunizados (vacinados), as doenças contagiosas espalham-se facilmente pela população.

Atenção a reações adversas
Todas as vacinas podem provocar efeitos secundários. A maioria das vezes, trata-se de sintomas muito ligeiros, como inchaço no local da injeção, vermelhidão e febre. A solução passa por aplicar gelo e, se necessário, tomar um analgésico.

As reações severas são muito raras e constituem uma emergência médica. Podem manifestar-se através de inchaço do rosto, dificuldade em respirar, pressão arterial baixa, prostração, arritmia e perda de consciência. Face a estes sintomas, marque o 112 ou dirija-se às urgências hospitalares.

Só as vacinas com vírus vivos atenuados, como a BCG, podem causar alguma forma de doença, embora a probabilidade seja muito baixa. As inativadas contêm uma versão morta do organismo, pelo que são inofensivas. A imunização antigripal é um exemplo.


Programa Nacional de Vacinação

À nascença

BCG - vacina contra a tuberculose
VHB - vacina contra a hepatite B (1.ª dose)

2 meses

DTP - vacina contra a difteria, tétano e tosse convulsa (1.ª dose)
Hib - vacina contra as doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b (1.ª dose)
VIP - vacina contra a poliomielite (1.ª dose)
VHB (2.ª dose)
Prevenar 13 - Streptococcus pneumoniae (1.ª dose)

4 meses

DTP (2.ª dose)
Hib (2.ª dose)
VIP (2.ª dose)
Prevenar 13 - Streptococcus pneumoniae (2.ª dose)

6 meses

DTP (3.ª dose)
Hib (3.ª dose)
VIP (3.ª dose)
VHB (3.ª dose)

12 meses

VASPR – vacina contra o sarampo, parotidite e rubéola (1.ª dose)
MenC – vacina contra a doença meningocócica C
Prevenar 13 - Streptococcus pneumoniae (3.ª dose)

18 meses

DTP (reforço)
 Hib (reforço)

Dos 5 aos 6 anos

DTP (2.º reforço)
VIP (reforço)
VASPR (2.ª dose)

Dos 10 aos 13 anos

HPV – vacina contra doenças causadas pelo Vírus do Papiloma Humano (2 doses)
Td - vacina contra o tétano e difteria (reforço)

De 10 em 10 anos

Td (reforços)

Tuberculose

A BCG protege-nos contra a tuberculose, uma doença infecciosa causada pelo bacilo de Koch, que ataca sobretudo os pulmões, mas também pode afetar outros órgãos.

A vacina não confere proteção absoluta. Ao nível dos efeitos secundários, é comum a BCG deixar cicatriz no local da picada. Os gânglios por onde a vacina passa podem inchar até 54 semanas após a administração. Esta inflamação dura até 1 mês, mas não representa perigo. Em pessoas com problemas de imunidade ou para quem a vacina é contraindicada, pode surgir uma infeção (bêcêgite).

Hepatite B

É uma doença muito contagiosa que se transmite através do sangue, da saliva e do sémen. Manifesta-se, muitas vezes, por um amarelecimento da pele e dos olhos. Caso se torne crónica, a hepatite B pode degenerar em cirrose e multiplica por 2000 o risco de cancro do fígado. Em caso de hepatite fulminante, quase todas as células do fígado são destruídas e, em cada 4 doentes, 3 morrem.

A vacina da hepatite B é administrada a todos os recém-nascidos. Os adultos que ainda não foram vacinados, têm todo o interesse em fazê-lo (embora tenham de pagar a vacina), sobretudo se pertencerem a um grupo de risco (profissionais de saúde, bombeiros, etc.). Esta doença é muito contagiosa e não tem cura certa. Além disso, estudos provam que a vacina contribui para diminuir os casos de cancro do fígado.

Após a vacinação completa, não é necessário fazer análises para controlar o efeito desta, a não ser em grupos específicos de pessoas como os imunodeprimidos. Estudos recentes revelaram que a vacina confere uma proteção duradoura, mesmo quando os anticorpos no sangue ficam baixos, pelo que não se justifica fazer reforços na generalidade das pessoas.

A vacina contra a hepatite B pode provocar inchaço no local da injeção, febre, cansaço e dores de cabeça. Mas estes sintomas são passageiros.

Difteria, tétano e tosse convulsa

A difteria é provocada por uma bactéria e é contagiosa. Atualmente, quase não existe nos países ocidentais, mas ainda subsiste noutras regiões. Obstrução das vias respiratórias, problemas renais e inflamações do músculo cardíaco (miocardite) são algumas das suas consequências. Se for tratada a tempo, cura-se com facilidade.

O bacilo do tétano entra no organismo através das feridas, mesmo as menos graves. Pode produzir uma toxina muito perigosa, que ataca os nervos que controlam os músculos. Provoca paralisia dos músculos dos maxilares, da face, da nuca e das costas. Os espasmos da garganta e dos músculos respiratórios levam à morte por asfixia.

Neste caso, a vacinação deve ser feita durante toda a vida, a cada 10 anos. É importante não esquecer estes reforços. Os casos de tétano registados em Portugal nos últimos anos ocorreram em adultos, o que indicia algum descuido na vacinação.

A tosse convulsa é originada por uma bactéria, que ataca os brônquios e as vias respiratórias superiores. Manifesta-se por corrimento nasal, febre moderada e muita tosse, por vezes, acompanhados de vómitos. Os ataques de tosse são muito violentos e podem prolongar-se durante semanas e degenerar em bronquite, pneumonia ou em graves complicações respiratórias e nervosas.

A vacina da tosse convulsa pode provocar os efeitos secundários mais graves, embora pouco frequentes. Pode surgir febre superior a 40,5ºC nas 48 horas seguintes à vacinação, convulsões, com ou sem febre, no prazo de 3 dias, prostração intensa ou colapso, nas 6 horas seguintes, e inflamação no cérebro (encefalite), nos 7 dias após a vacinação.

Se a criança tiver um (ou mais) dos efeitos secundários indicados, deve consultar o médico. Nestes casos, normalmente, interrompe-se a vacinação contra a tosse convulsa, e administra-se apenas a vacina do tétano e da difteria (DT). Caso ocorra um surto de tosse convulsa ou a criança viaje para uma zona de risco, fale com o médico de família, para saber se deve voltar a vacinar. Os problemas neurológicos decorrentes da doença, como encefalites, são 10 vezes mais frequentes do que os que surgem em consequência da vacinação.

Doenças por haemophilus influenzae

O Programa Nacional de Vacinação inclui a vacina contra um tipo de meningite, a provocada pela bactéria haemophilus influenzae B. Esta doença contagiosa é particularmente peri­gosa para os bebés, estando na origem de infeções e surdez. Nalguns casos, pode ser fatal. Esta bactéria é também causa de outras doenças, como a infeção da epiglote, das articulações ou pneumonia.

A vacina previne infeções por aquela bactéria. O local da injeção pode inchar e a criança pode ter febre e erupções cutâneas.

Poliomielite

Esta doença infecciosa, também conhecida por paralisia infantil, é provocada por um vírus que ataca sobretudo as crianças. É transmitido por água ou alimentos contaminados.

O risco de contrair poliomielite diminuiu com as campanhas de vacinação massiva. Em Portugal, não há casos notificados desde 1988. Tendo em conta as graves sequelas da doença, é fundamental continuar a vacinar as crianças em todos os países. É a única forma de erradicar a doença.

A vacina é designada no boletim de vacinas por OPV (se for em gotas) ou IPV (injetável). Na vacina em gotas, o vírus pode ser expelido nas fezes, havendo um risco de uma pessoa não vacinada contrair a doença, quando mudar ou manusear as fraldas sujas (embora seja muito raro). A vacina injetável é composta por vírus inativados, com risco nulo.

Os efeitos adversos da vacina, em particular as complicações nervosas, são muito raros: 1 caso em cada 5 milhões de vacinações.

Doença meningocócica C

A bactéria Neisseria meningitidis ou meningococo pode causar doenças graves, como meningite e sépsis. Ataca com maior frequência as crianças e é transmitida por via respiratória. Manifesta-se por febre, mal-estar, prostração e erupção cutânea. A doença pode evoluir rapidamente e causar a morte ou deixar sequelas graves, como surdez ou problemas mentais.

A vacina é um meio eficaz de prevenção com poucos efeitos adversos. As crianças com menos de 2 anos reagem com choro, irritabilidade, alterações do sono, náuseas, diarreia, dor abdominal e vómitos. A partir desta idade, além da irritabilidade e sonolência, podem surgir dores de cabeça e nos membros.

Sarampo, papeira e rubéola

O sarampo pode originar inflamações no cérebro (encefalite) e nos pulmões (pneumonia). A vacina pode não prevenir o sarampo, mas reduz a sua gravidade e evita a encefalite. Pode causar febre (5 a 15% dos casos) e uma mancha passageira no local da picada.

A papeira caracteriza-se pela inflamação das glândulas, sobretudo das parótidas (salivares), e dos testículos. Manifesta-se através de dores de ouvidos e inchaço facial. A incidência da doença baixou entre 1987 (ano em que a vacina foi introduzida no Programa Nacional de Vacinação) e 1993, voltando a subir a partir de 1994, devido a uma alteração do vírus. Mesmo assim, é aconselhável continuar a vacinação. Nas crianças vacinadas, a papeira tem sido menos grave.

A rubéola quase não representa perigo para as crianças, mas se surgir durante a gravidez, o bebé pode nascer surdo, cego ou com problemas mentais. Com a vacina, protege-se a criança e evita-se que a grávida venha a contrair a doença, por contágio. As mulheres que pretendam engravidar devem verificar, através de uma análise ao sangue, se estão imunizadas contra a rubéola. Se não estiverem, convém vacinarem-se e não deverão engravidar nos três meses seguintes.

As vacinas contra o sarampo e a rubéola podem provocar febre, erupções cutâneas, tosse de curta duração e conjuntivites. Podem ainda surgir dores nas articulações, causadas pela vacina da rubéola e, em casos muito raros (um, num milhão de vacinações), meningites, originadas pela vacina da papeira.

Se vai viajar, vacine-se contra o sarampo
Vacine-se contra o sarampo se nunca teve a doença, não está vacinado e vai sair do País. A vacina faz parte do Programa Nacional de Vacinação, é gratuita e dá-se nos centros de saúde.

Há surtos de sarampo na Alemanha e na Itália. Se nunca teve sarampo e vai viajar para estes países, verifique se está vacinado: consulte o seu Boletim de Vacinas quatro a seis semanas antes da viagem. Em caso negativo, vacine-se gratuitamente no seu centro de saúde. 

A Direção Geral da Saúde recomenda este cuidado para outros destinos onde a doença é frequente, como África e Ásia, mas também Espanha, França e Inglaterra. Estes países europeus passaram por surtos de sarampo nos últimos cinco anos. 

O sarampo é uma doença infecciosa muito contagiosa. Está controlada em Portugal há vários anos, porque a grande maioria das pessoas ficou imune por vacinação ou por ter tido a doença. Mas durante viagens, curtas ou longas, para os países onde há surtos, existe o risco de pessoas não imunizadas contraírem sarampo, através do contacto com indivíduos infetados em fase de contágio.

Consideram-se protegidas as pessoas com menos de 18 anos que tomaram duas doses da vacina ou aquelas com 18 ou mais anos que tomaram uma dose.

Vírus do Papiloma Humano

A vacina contra infeções pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV) é dada entre os 10 e os 13 anos. As raparigas dessa idade levam 2 doses com 6 meses de diferença. 

Este vírus, também conhecido por HPV, é responsável por várias doenças, incluindo cancro no colo do útero, vagina, vulva, ânus e orofaringe. Transmite-se facilmente por contacto sexual.

Existem vários tipos de HPV. As vacinas existentes são específicas contra o HPV 16 e 18, responsáveis por 70% das lesões no colo do útero. Por isso, a melhor estratégia de combate às doenças inclui a vacina e o rastreio do cancro do colo do útero com citologia vaginal.

Os efeitos indesejáveis mais frequentes da vacina são febre, dor e comichão no local da picada. Este pode ainda ficar duro e vermelho.

Prevenar 13®

O Programa Nacional de Vacinação já inclui a vacina Prevenar 13®, como recomenda a Organização Mundial da Saúde. Até 1 de julho de 2015, esta vacina era paga na totalidade, tal como a vacina contra o rotavírus (Rotarix® ou Rotateq®) e a vacina contra a meningite B (Bexsero®). A Direção Geral da Saúde já divulgou o esquema de vacinação escolhido: 3 doses. A primeira aos 2 meses de idade, seguida de segunda dose aos 4 meses e da última entre os 12 e 15 meses.

A vacina é gratuita para todas as crianças nascidas a partir de 1 janeiro de 2015 e para os adultos com doenças crónicas e considerados de alto risco, nomeadamente os portadores do vírus VIH e de certas doenças pulmonares obstrutivas, além do cancro do pulmão. Para a restante população, o Estado vai comparticipar 15% do custo da vacina. As crianças e adolescentes com doenças crónicas de risco ou em tratamentos que aumentam o risco de contrair doença pneumocócica já tinham direito a esta vacina. 

A Prevenar 13® protege contra a pneumonia (infeção pulmonar) e a otite média aguda (infeção do ouvido médio), ambas causadas por S. pneumoniae. Também atua contra alguns serotipos causadores de meningite (infeção generalizada do organismo, que pode causar sequelas graves ou mesmo a morte).

A Prevenar 13® é uma vacina sob a forma de suspensão injetável que contém partes de 13 tipos diferentes da bactéria Streptococcus pneumoniae (S. pneumoniae). Os adultos deverão receber uma dose única de Prevenar 13® no músculo superior do braço. Em crianças com menos de 1 ano, a vacina é administrada por injeção num músculo da coxa. Com mais de 1 ano é dada na parte superior do braço. 

Efeitos secundários
São os normais em qualquer vacina: febre, qualquer dor, sensibilidade, vermelhidão, tumefação ou endurecimento no local da vacinação. Também pode causar diminuição do apetite, irritabilidade, sonolência/aumento do sono, sono inquieto/diminuição do sono, diarreia, vómitos e erupção cutânea. Tudo isto pode ser tratado com paracetamol.  


Varicela

A varicela é uma doença contagiosa de origem viral que afeta, sobretudo, as crianças. O sintoma mais típico é a erupção da pele, as famosas “pintinhas”, que se generaliza por todo o corpo. Estas “pintinhas” são muito características, porque formam vesículas com líquido, que depois secam e ficam em crosta. Nessa fase, já não há perigo de contágio. Causa ainda comichão e, muitas vezes, febre e mal-estar. As complicações da doença são raras. Em regra, só se contrai varicela uma vez na vida.

Se o seu filho tem entre 11 e 13 anos, dar-lhe a vacina da varicela é uma boa ideia. Se é mais pequeno, não vale a pena. A Organização Mundial da Saúde defende que esta vacina só é útil na infância se fizer parte do Plano Nacional de Vacinação e for dada a entre 85% e 90% das crianças. Como Portugal não a inclui no seu plano, administrá-la só a algumas tem riscos: pode alterar a epidemiologia da varicela no País e causar surtos da doença, que podem ser mais perigosos para as crianças.

Vacinar os adolescentes não provoca uma alteração da epidemiologia e permite protegê-los de formas graves de varicela. Além destes, há outras pessoas que podem tirar benefícios desta vacina:

Quando não há certeza se o adolescente já teve a doença, a Sociedade Portuguesa de Pediatria recomenda que, antes de tomar a vacina, o médico assistente prescreva análises para determinar os anticorpos IgG à varicela.

A vacina não dá imunidade total contra o vírus. No entanto, pode ajudar a diminuir as consequências mais graves.

Existem duas vacinas: Varivax® e Varilrix®. Ambas estão autorizadas para crianças com mais de 1 ano, em doses de 0,5 ml.

Até 6 semanas após a administração da vacina, a criança (ou adulto) deve evitar contatar indivíduos suscetíveis, nomeadamente, grávidas e recém-nascidos, imunocomprometidos e adultos que nunca tiveram varicela.

Contraindicações
Não devem tomar a vacina as crianças com: