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Grávidas precisam de suplementos de iodo

23 Setembro 2013
Grávidas precisam de suplementos de iodo

As grávidas, as mulheres que planeiam engravidar e as que amamentam devem tomar suplementos de iodo, recomenda a Direção-Geral da Saúde.

A mulher deve tomar 150 a 200 microgramas diários de iodo sob a forma de iodeto de potássio, desde que começa a preparar-se para gravidez e até deixar de amamentar em exclusivo. A orientação vem da Direção-Geral da Saúde (DGS), depois de vários estudos terem demonstrado que grávidas e lactentes apresentam défice daquela substância fundamental para o desenvolvimento do cérebro do bebé. 

O iodeto de potássio é receitado pelo médico, tendo em conta a quantidade da mesma substância presente noutros suplementos vitamínicos que a paciente esteja a tomar e a situação clínica de cada uma (pode ser contraindicado para quem tem doenças da tiroide, por exemplo).

O suplemento de iodo não dispensa uma alimentação variada e equilibrada, que inclua alimentos ricos neste componente, como o peixe de mar, as leguminosas, os produtos hortícolas, o leite e derivados. A DGS aconselha ainda a substituição do sal normal por sal iodado à venda nos supermercados. A versão “cristal grosso” pode custar entre 35 cêntimos e 1 euro por quilo, consoante a marca.

Iodo essencial no desenvolvimento
O iodo, fornecido ao organismo através da alimentação ou de medicamentos, é essencial para que a glândula tiroide produza as hormonas responsáveis pela regulação do metabolismo (tiroxina e triidotironina). Estas hormonas têm um papel importante no crescimento e desenvolvimento dos órgãos, em particular do cérebro, que ocorrem sobretudo durante a gravidez e nos primeiros anos de vida.

A ingestão insuficiente de iodo durante a gestação e aleitamento, além de aumentar o risco de doenças da tiroide para a mãe, pode prejudicar o desenvolvimento do sistema nervoso central da criança e estar na origem de problemas cognitivos, de comportamento e, no limite, de distúrbios mentais graves.

As necessidades desta substância variam ao longo da vida: até aos 5 anos, recomenda-se a ingestão de 90 microgramas por dia; dos 6 aos 12 anos, 120 microgramas diários; e, a partir desta idade, 150 microgramas. Atinge o último valor se ingerir, por exemplo, uma dose de bacalhau ou dois iogurtes.

As grávidas e as mulheres que amamentam têm necessidades acrescidas (250 microgramas por dia) porque o seu organismo exige maior quantidade para funcionar, os rins eliminam mais e é preciso transferir hormonas e iodo para o feto. Segundo a DGS, o suplemento de iodeto de potássio, juntamente com uma alimentação variada e equilibrada, permite que as grávidas atinjam a dose diária recomendada de iodo. O suplemento até seria desnecessário, indica aquela entidade, se todo o sal consumido contivesse entre 20 e 40 miligramas daquela substância por quilo.

Excesso menos arriscado do que défice  
A ingestão de excesso de iodo via alimentar é muito rara. A maioria dos indivíduos tolera cerca de 1 miligrama por dia sem sofrer efeitos adversos. As grávidas, por precaução, não devem ingerir mais 600 microgramas por dia.

A absorção de doses muito elevadas daquela substância pode induzir hipotiroidismo ou hipertiroidismo (défice ou excesso de hormonas tiroideias) em pacientes que já tenham problemas na tiroide. Pode também desencadear reações autoimunes contra esta glândula: as defesas do organismo veem-na como inimiga e atacam-na. Contudo, as consequências do excesso são menos graves do que as do défice.   




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