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O nosso inquérito a 1383 portugueses revela que 8 em cada 10 adultos já viveram experiências traumáticas. Emília Agostinho, da associação “A Nossa Âncora”, indica caminhos para ultrapassar a morte de um ente querido.
A morte de familiares e amigos, doenças ou acidentes podem afectar a saúde física e mental e deixar sequelas durante anos. Segundo o nosso estudo, o sofrimento pela perda de alguém próximo e violência doméstica são os mais difíceis e prolongados: 5 anos após o acontecimento, 42% e 25% das vítimas, respectivamente, ainda se sentiam muito afectadas.
Quando algo negativo ocorre, é normal a vítima ficar nervosa, descrente e chorar "por tudo e por nada". Quase metade dos inquiridos manifestou dificuldade em dormir e 4 em cada 10 indicaram reviver mentalmente a situação traumática repetidas vezes. A ansiedade e a dificuldade de concentração são também frequentes.
As vítimas procuram, sobretudo, o apoio da família e amigos. Mas a polícia, os bombeiros e as instituições sociais também podem ser requisitadas. O auxílio das organizações religiosas é o mais apreciado, com quase 80% dos utilizadores muito satisfeitos.
As marcas tendem a diminuir com o tempo e o desporto, segundo os inquiridos, pode ser um bom escape. Se não conseguir gerir a situação, fale com o seu médico de família. As associações e grupos de apoio também ajudam.
O inquérito foi realizado em Outubro de 2009, em Portugal, Espanha, Bélgica e Itália, a uma amostra representativa da população adulta, entre 8 e 74 anos. Recebemos 3932 respostas válidas, das quais 1383 portuguesas.
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