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Medicamentos: qual o mais barato?
Reduza a fatura na farmácia comparando o custo dos medicamentos que precisa, entre mais de 5 mil genéricos ou de marca.
Antes de comprar um fármaco, verifique se há alternativas a menor preço. Se tem receita, certifique-se de que esta autoriza a substituição e peça o mais barato na farmácia ou fale com o médico sobre as opções.
Apresentamos todos os medicamentos comparticipados que pertencem a grupos homogéneos, ou seja, os que incluem, pelo menos, um genérico. Caso não encontre o fármaco que procura, é porque não tem uma alternativa genérica equivalente.
Pode pesquisar pelo princípio ativo ou pela marca. Se procura uma alternativa para um produto específico, preencha todos os campos (forma farmacêutica, dosagem e quantidade). Obtém a lista, que inclui genéricos, a verde, e medicamentos de marca, a cinzento, por ordem crescente de preço. Caso pretenda ordenar por outro critério, basta clicar no título da coluna correspondente.
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Os genéricos travam a investigação?
Não. As empresas farmacêuticas, ao saber que vão surgir genéricos quando expira a patente, são estimuladas a investir em pesquisa e apresentar novos produtos. Contudo, os “novos” produtos surgidos nos últimos anos são, na maioria dos casos, idênticos aos já existentes e criam distorções no mercado, que inibem a verdadeira inovação. -
O genérico é sujeito ao mesmo controlo dos medicamentos de referência?
Sim. As exigências para a entrada no mercado dos dois medicamentos são diferentes, mas, uma vez à venda, as autoridades controlam-nos da mesma forma. -
Ligeiras alterações na fórmula original podem ser perigosas?
Não. Os genéricos devem incluir o princípio ativo do medicamento original, na mesma forma e quantidade, mas podem ter excipientes diferentes. Estes não têm atividade terapêutica e são adicionados, por exemplo, para dar consistência, cor ou sabor. Incluem substâncias como lactose e amido. Qualquer ingrediente de um medicamento pode causar alergias. Por isso, em situações raras, algumas pessoas toleram bem uma das versões (original ou genérico) e desenvolvem reações adversas a outra. -
Existem genéricos para todos os princípios ativos?
Não. Além dos medicamentos ainda protegidos pela patente, não há genérico, por exemplo, para substâncias com uma margem terapêutica muito estreita, ou seja, aquelas em que uma pequena variação na dosagem pode reduzir os efeitos ou aumentar a toxicidade. Alguns medicamentos usados há muito tempo não têm genérico, por serem muito baratos e terem pouco interesse económico para a indústria. -
Posso exigir um medicamento similar ao médico ou na farmácia?
Pode fazê-lo na farmácia, se o médico receitar o princípio ativo ou a marca e autoriza a substituição ou nada indica a este respeito. Caso o profissional não permita a troca, aborde a questão do preço e, se for o caso, mostre vontade de comprar o mais barato. -
Como reconhecer?
As embalagens incluem a sigla “MG”, que significa medicamento genérico. Em geral, não tem marca. É vendido com o nome da substância ativa (por exemplo, paracetamol), seguido do laboratório. -
Como funciona o preço de referência?
Corresponde ao custo médio dos 5 medicamentos mais baratos de um grupo homogéneo. O Estado calcula a comparticipação com base nesse valor e paga a mesma importância em todos os medicamentos desse grupo. Vejamos o exemplo de um medicamento do escalão A, o mais comparticipado: num grupo com preço de referência de € 100, a comparticipação é de € 95 no regime especial (95% do preço de referência) e € 90, no regime geral (90% do preço de referência) para todos os produtos. Se o medicamento custar € 200, o utente paga € 105 e € 110, respetivamente. Caso o produto custe € 80, não paga nada. -
Por que é mais barato?
Os genéricos não exigem investimento em pesquisa e em testes pré-clínicos e clínicos já realizados no medicamento de referência, para atestar a segurança e eficácia da substância ativa. Os laboratórios usam um princípio ativo com provas dadas. Com um investimento menor, o preço final também é mais baixo. -
Quais as vantagens?
As substâncias ativas dos genéricos são utilizadas há muitos anos, pelo que a eficácia e segurança estão bem estudadas. Apresentam a mesma qualidade dos medicamentos de referência e, quando entram no mercado, são mais baratos entre 20 e 35 por cento. Se um fabricante decidir produzir um genérico num grupo onde já existam, o preço deve ser 5% inferior ao genérico mais recente. -
É tão eficaz como o medicamento original?
Sim. Além de incluir a mesma substância ativa, na mesma quantidade e forma farmacêutica do original, o genérico tem de demonstrar que produz igual efeito terapêutico: na altura do registo, o fabricante é obrigado a apresentar estudos de bioequivalência a indicar que o princípio ativo é absorvido pelo organismo em quantidade e velocidade similares às do produto de referência, o que garante um efeito equivalente. -
O que é um genérico?
É um medicamento com a mesma substância ativa, na mesma dose e igual forma farmacêutica (comprimidos, cápsulas, xaropes, etc.) de um fármaco de marca, fabricado após expirar a patente deste.
Quando descobrem uma substância promissora, os laboratórios registam a sua patente para assegurar a exclusividade de venda durante 20 a 25 anos. Após este período, pode ser produzida e comercializada por outros fabricantes.
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