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A DECO PROTESTE analisou os preços de 20 medicamentos não sujeitos a receita médica e concluiu que subiram 3,5%, em média, desde 2005, altura em que passaram a ter preço livre e a ser vendidos fora das farmácias.
Ao contrário do que pretendia o Governo aquando da liberalização dos preços, estes não desceram de forma generalizada. Dos 20 medicamentos analisados pela associação de consumidores, apenas 9 baixaram o preço médio, segundo a edição de Agosto da TESTE SAÚDE.
A maior redução, cerca de 8%, coube ao Ilvico N. Já os aumentos foram menos tímidos, com vários produtos a ultrapassar os 20 por cento. O Antigripine (42%), Aspirina (27%), Thrombocid (25%) e Bisolvon (21%) protagonizaram as subidas mais acentuadas.
Por estabelecimento, as farmácias registaram a maior subida, tendo apresentado preços médios 6,3% mais elevados do que os últimos valores fixados pelo Estado.
Fora das farmácias, o crescimento ficou-se por cerca de 1%, em média. Tal deveu-se, sobretudo, aos valores apresentados pelas cadeias Vale e Dantas (Pingo Doce), Jumbo e Modelo/Continente, 4 e 5% inferiores aos cobrados antes da liberalização. Excluídas estas, o aumento global dos medicamentos fora das farmácias ronda, em média, os 4 por cento.
O domínio das três cadeias nas vendas fora das farmácias e na descida de preço, segundo a TESTE SAÚDE, fragiliza a concorrência. “Se, depois de consolidarem a sua posição no mercado, estes estabelecimentos aumentarem as margens de lucro, desaparecem os poucos benefícios da liberalização”, alerta aquela revista.
As farmácias ainda comercializam 95% dos fármacos não sujeitos a receita médica. A tradição e o prestígio que gozam junto dos consumidores contribuem para este domínio. Mas não só: a maioria das “não farmácias” autorizadas a vender medicamentos está em zonas urbanas.
Seja qual for o preço, a associação de consumidores recomenda moderação no consumo de medicamentos. Estes só devem ser tomados quando necessário e seguindo à risca as instruções do folheto, já que todos têm riscos, sobretudo, quando mal utilizados.
A DECO PROTESTE obteve os preços, em Maio de 2007, através de questionário enviado a uma amostra representativa das farmácias (330) e lojas autorizadas pelo Infarmed a vender de medicamentos não sujeitos a receita médica (205). Responderam 110 “não farmácias” e 97 farmácias.
Aquela associação analisou os 20 medicamentos mais vendidos em 2005, para comparar os resultados com um estudo semelhante que realizou em 2006. Nessa altura, a subida média face aos últimos preços fixados foi de 2,8%, sem diferenças significativas entre as farmácias e os restantes estabelecimentos.
24.07.2007
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