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As embalagens dos medicamentos voltam a exibir o preço de venda ao público. Os produtos armazenados podem ser vendidos nas farmácias sem essa informação até meados de agosto.
A lei publicada a 16 de junho repõe a obrigação de publicar o preço de venda ao público na rotulagem dos fármacos, através de impressão, etiqueta ou carimbo.
As embalagens que seguiram para os distribuidores ou farmácias antes da entrada em vigor do diploma podem ser vendidas no prazo de 30 e 60 dias, respetivamente.
Esta alteração restabelece um meio importante de informação ao consumidor, eliminado em outubro de 2010, aquando da divulgação do pacote de medidas sobre o medicamento. Na altura, pedimos maior transparência sobre os preços, por ser um elemento essencial para a participação ativa dos pacientes nas decisões acerca dos tratamentos.
O genérico Nebivolol 5mg 28 comprimidos para tratar a hipertensão, por exemplo, apresenta o preço de venda ao público (€ 5,02), mas, por ser comparticipado a 69%, o utente paga 1,54 euros. Os restantes 3,48 são comparticipados pelo Estado. Seria útil que a informação completa relativa aos preços dos medicamentos estivesse mais acessível ao consumidor. Na nossa base de dados de medicamentos, encontra o preço com e sem comparticipação para mais de 5 mil genéricos e de marca. Aproveite para verificar se há alternativas a menor preço.

O preço de venda ao público é de € 5,02, mas o utente com receita médica só paga € 1,54, valor não indicado na embalagem..
O preço de venda ao público é apenas um dos componentes dos custos. O ideal é disponibilizar todos os dados, incluindo os valores a pagar pelo Estado e pelo utente e as alternativas equivalentes mais baratas. Esta informação poderia ser impressa na receita eletrónica, cujo modelo foi recentemente aprovado. A tecnologia permite esta possibilidade que ajuda a poupar nos medicamentos, promovendo escolhas mais racionais.
Última atualização em julho de 2011
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