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O consumidor, em particular o doente crónico, pode poupar centenas de euros em medicamentos. Se precisar, por exemplo, de clopidogrel todos os dias para prevenir tromboses e optar pelo fármaco mais barato poupa cerca de € 300 por ano face ao mais caro.
Uma embalagem de 28 unidades de o Clopidogrel Ciclum 75 mg custa € 4,09, já com a comparticipação do Estado no regime geral. Pela mesma quantidade e dosagem de Plavix, paga 29,49 euros.
Este é um exemplo de poupança da nova base de dados online, que compara o custo de mais de 5 mil medicamentos, por grupo homogéneo. "O objetivo é promover a transparência ao nível dos preços e facilitar o acesso à informação, essencial para escolhas racionais", explica João Oliveira, responsável pelo projeto.
Nesta base de dados, os doentes crónicos podem verificar se existem alternativas equivalentes mais baratas ao fármaco que habitualmente tomam. Se for o caso, “devem abordar a questão do preço na consulta com o médico e sugerir a receita do medicamento mais vantajoso para si”, recomenda o responsável da DECO PROTESTE.
Se tiver uma receita que permita a substituição na farmácia, pode procurar o nome prescrito, apontar os fármacos mais baratos e escolher o mais adequado.
O preço impede, muitas vezes, o acesso a medicamentos: um inquérito a 4800 portugueses divulgado pela TESTE SAÚDE, em 2007, já indicava que 12% não os compravam por serem caros. Em altura de crise, este problema agrava-se, em particular nos grupos mais vulneráveis, como os idosos. A opção pelo mais barato contribui para reduzir as dificuldades.
27.01.2011
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