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Medicamentos mais caros em venda livre

O preço de 20 medicamentos não sujeitos a receita médica analisados pela DECO PROTESTE aumentou, em média, 1,7% no último ano. Face a 2005, quando passaram a ser vendidos fora das farmácias, sem preço fixo, subiram 5,2 por cento.

Ao contrário do que o Governo anunciou, não houve uma descida generalizada: em 20 medicamentos, apenas 7 baixaram o preço médio, segundo a edição de Agosto da TESTE SAÚDE.

A maior redução, 11%, coube ao Ilvico N. Já os aumentos foram menos tímidos: Antigrippine (45% mais caro), Aspirina (mais 30%), Bisolvon e Thrombocid (mais 27%) lideram as subidas.

Por estabelecimento, as farmácias e os locais vulgarmente conhecidos por parafarmácias registaram subidas de 11% e 10%, respectivamente. Os hipermercados foram os únicos a inverter a tendência, com uma descida média de 3 por cento.

Os hipermercados apresentam o preço mais baixo para todos os fármacos analisados. Segundo a TESTE SAÚDE, a cadeia que inclui o Feira Nova e o Pingo Doce é a mais vantajosa.

Seja qual for o preço, a associação recomenda moderação no consumo. Os medicamentos só devem ser tomados quando necessário e seguindo as instruções do folheto e dos profissionais.

A DECO PROTESTE obteve os preços, em Maio de 2008, através de questionário junto de uma amostra representativa das farmácias (350) e lojas autorizadas pelo Infarmed a vender de medicamentos não sujeitos a receita médica (250). Responderam 78 farmácias e 151 “não farmácias”, entre as quais, 89 hipermercados.

Aquela associação analisou os 20 medicamentos mais vendidos em 2005, para comparar os resultados com estudos semelhantes em 2006 e 2007. No primeiro ano, a subida média face aos últimos preços fixados foi de 2,8% e, no segundo, de 3,5 por cento.

 

| Teste Saúde n.º 74 – Agosto/Setembro de 2008 – págs. 22 e 23 |

24.07.2008

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