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O Serviço Nacional de Saúde garante acompanhamento e tratamento a todas as mulheres com implantes mamários da marca PIP.
As mulheres com implantes mamários PIP (Poly Implant Prothese) devem consultar o cirurgião ou o médico assistente no local onde os mesmos foram aplicados, para que estes verifiquem, por exemplo, através de ecografia, se o produto apresenta problemas. Se desconhecer a marca que lhe aplicaram, fale com o profissional que a tratou.
Em caso de rutura, extravasamento de silicone ou outra complicação, o implante deve ser removido. Se estiver em boas condições, discuta com o seu médico o caminho a seguir e não descuide a vigilância recomendada pelo profissional, caso opte pela manutenção.
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) garante acompanhamento de todas as pacientes com implantes daquela marca, independente do local e motivo da colocação. O tratamento inclui a extração, se necessário.
Quando a solução passa por remover o implante, o SNS assegura novas próteses a quem aplicou as primeiras no sistema público e a todas mulheres que fizeram reconstrução mamária após uma mastectomia. Neste caso, as pacientes beneficiam também de apoio psicológico gratuito no Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa contra o Cancro. Pode obter mais informações por telefone (239 487 490) ou email (psico-oncologia.nrc@ligacontra cancro.pt).
Suspeitas de favorecer o cancro
A distribuição de implantes mamários de silicone da marca PIP foi suspensa pelo Infarmed em março de 2011, depois de a sua congénere francesa ter alertado para um aumento dos incidentes com este dispositivo. A agência francesa do medicamento relatou rutura das próteses e complicações locais resultantes do extravasamento de silicone. Verificou ainda que o gel de enchimento era diferente do que constava na documentação técnica entregue às autoridades que aprovaram o produto. Mais tarde, o responsável pela empresa confirmou que “o gel não tinha sido homologado”.
Em maio, a mesma agência divulgou estudos que demonstravam que os implantes PIP não aumentavam o risco de cancro, mas recomendava o acompanhamento médico das mulheres, bem como a extração do dispositivo e a análise das zonas envolventes, em caso de rutura ou suspeita de fuga.
No segundo semestre do ano passado, apesar de não haver confirmação do aumento do risco de cancro, vários organismos ligados à saúde aconselharam a remoção dos implantes da marca PIP, a título preventivo.
Última atualização em janeiro de 2012
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