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Hipertensão: vida sã reduz risco

Mais fruta e legumes, menos gorduras, sal e álcool, exercício físico diário e fugir do stresse são essenciais para combater a hipertensão e as doenças cardiovasculares.


Dois terços dos portugueses com mais de 65 anos são hipertensos. Embora afete sobretudo idosos, tem-se verificado um aumento nos jovens, devido à obesidade e ao consumo excessivo de sal.

A hipertensão (tensão normal até 120/80 mm Hg; pré-hipertensão até 139/89; valores superiores são considerados hipertensão) e constitui uma das principais causas de doenças cardiovasculares, sobretudo enfartes do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais.

A hipertensão raramente causa sintomas, ou gera queixas pouco específicas, como dores de cabeça, tonturas, palpitações, alterações visuais, cansaço e mal-estar geral. Passa muitas vezes despercebida e evolui silenciosamente, pondo a vida em perigo. Atinge quase metade dos portugueses com mais de 18 anos e a maioria não sabe. Apenas 11% tem a doença controlada graças a hábitos sãos ou medicação adequada.

Ligue para o 112 ou vá às urgências
A hipertensão grave pode originar problemas cardiovasculares ou AVC. Ligue para o 112 ou vá às urgências perante os seguintes sinais de alarme.

  • Dor de cabeça súbita e violenta.
  • Dor ou pressão no peito.
  • Problemas de equilíbrio ou desmaios.
  • Dificuldade de expressão ou confusão mental.
  • Desvio da boca ou encerramento de uma pálpebra.
  • Dificuldade motora, sobretudo unilateral.

Prevenir com vida saudável
Em caso de hipertensão ligeira ou moderada, algumas mudanças no estilo de vida podem ser suficientes para normalizar os valores.

  • Siga uma dieta rica em fruta, legumes e com poucas gorduras saturadas. Procure manter o peso ideal.
  • Não abuse do sal: a Organização Mundial da Saúde recomenda um máximo de 6 gramas por dia (corresponde a uma colher de chá).
  • Evite fumar e modere o consumo de álcool: 1 copo por dia para as mulheres e 2 para os homens.
  • Praticar uma atividade física ligeira diariamente (30 minutos de marcha, natação ou corrida) reduz a pressão arterial e o risco cardiovascular.

Se, após 3 a 6 meses com uma vida saudável, os valores não descerem abaixo de 140/90 mm Hg, pode ser necessário recorrer a medicamentos. Siga o tratamento à risca. Se surgirem efeitos secundários, não abandone a medicação. Volte à consulta para encontrar a alternativa mais adequada para si. Uma vez iniciado o tratamento, em princípio, deverá ser mantido toda a vida.

Os adultos, em particular os obesos, os diabéticos e os fumadores ou com história pessoal ou familiar de doença cardiovascular, devem fazer medições uma ou duas vezes por ano.

Não indicados a hipertensos
Algumas substâncias podem aumentar a pressão arterial ou interferir com os medicamentos para a hipertensão.

  • Anti-inflamatórios (ibuprofeno).
  • Sprays e xaropes para desentupir o nariz e as vias respiratórias.
  • Cortisona.
  • Contracetivos e terapias hormonais de substituição.
  • Remédios efervescentes e antiácidos para a azia (podem conter 1,5 g de sal, ou seja, 30% da dose diária).

Medir corretamente a tensão

  • Os hipertensos devem medir a tensão regularmente. Os controlos em casa são mais fiáveis do que no consultório ou na farmácia, pois evitam o “efeito da bata branca”, em que o simples facto de estar perante um profissional de saúde altera os valores.
  • Evite fazer medições após refeições, esforço físico, situações de cansaço ou stresse. Estes fatores podem acelerar momentaneamente o ritmo cardíaco e a pressão arterial.
  • Os aparelhos com braçadeira são mais fiáveis do que os de pulso. Custam entre 30 e 110 euros aproximadamente. Solicite periodicamente a calibração do aparelho pela marca na loja onde o comprou.

  Este texto respeita o novo acordo ortográfico
 
 
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