Logotipo da DECO/PRO TESTE
 
rule: Anonymous
Se já está registado faça o seu login
Nome de utilizador
Palavra-passe
Recuperar palavra-passe Recuperar palavra-passe?
 
Recuperar palavra-passe Recuperar palavra-passe
Especial
SOS Poupar
TDT
Eletricidade sem extras
Afinsa
Protocolos
Avaliação da habitação
Cartão de crédito
Corretagem on-line
Poupança-reformado
PPR
Radão
Reparação automóvel
Seguro auto e mota
Solares de Portugal
Tempos livres
Vantagens para seniores
Ferramentas
Simuladores
Testes comparativos
Proteste Auto
Comparar e Poupar
Guias práticos
Alertas
Conselhos financeiros
da DECO PROTESTE


Formas dos medicamentos

Comprimido, supositório ou outro, a escolha depende do distúrbio, condição e preferência do doente. Todos têm prós e contras que convêm conhecer.

Injectados, engolidos, colocados debaixo da língua, sobre a pele ou inalados, os medicamentos podem ser tomados de várias formas. Além disso, para a mesma substância, muitas vezes, existem apresentações diferentes (por exemplo, comprimidos e supositórios). Não se trata de uma duplicação gratuita. O efeito pretendido e as condições do doente determinam a via de administração e a forma dos medicamentos.

Todas têm vantagens e inconvenientes, pelo que convém saber qual a mais adequada para cada situação. Por exemplo, face a uma emergência ou quando o indivíduo está inconsciente, em regra, o medicamento é injectado. A escolha tanto pode ser feita pelo médico como pelo doente, sobretudo no caso de medicamentos de venda livre. Mas há que ter em mente os objectivos e as consequências de cada opção.

Fígado é actor principal
Para conhecer as vantagens e os inconvenientes de cada alternativa, há que ter uma noção do percurso dos medicamentos no organismo. Este abrange quatro fases: absorção, distribuição, metabolismo e excreção. A primeira, que depende da apresentação (comprimidos, xarope, injecções, etc.), equivale ao modo segundo o qual a substância entra no sangue.

Em seguida, o medicamento é distribuído pelos tecidos e órgãos. Vários aspectos influenciam o processo, como, por exemplo, a permeabilidade dos próprios tecidos e a quantidade de fluxo sanguíneo. A distribuição não é uniforme, pois as diversas partes do organismo têm características diferentes.

O metabolismo, por sua vez, equivale à transformação do medicamento. O fígado é o actor principal. Depois de tomados por via oral, os medicamentos têm de passar por este órgão, onde sofrem reacções químicas. Algumas propriedades terapêuticas são desactivadas (para torná-los mais fáceis de expelir) e outras activadas.

Por fim, a excreção é a eliminação dos produtos resultantes do metabolismo, o que é feito, na maioria dos casos, através da urina. Mas parte destes compostos também pode ser expulsa através do suor, da saliva e do leite materno.

Absorção imprevisível
A passagem dos medicamentos para o sangue depende de muitos factores. É o caso da forma. Por exemplo, os líquidos são absorvidos mais depressa do que os sólidos, que têm de ser desintegrados.

Os medicamentos tomados de modo oral, quando chegam ao estômago, devem resistir aos ácidos gástricos, que degradam certas substâncias activas. Por isso, alguns têm um revestimento que impede a acção daqueles sucos.

A concentração da substância é ainda determinante. Quanto mais elevada, mais depressa passa para o sangue.

Dúvidas frequentes

  • Qual a diferença entre comprimi­dos sólidos e efervescentes?
    Os efervescentes são tomados na forma líquida. Assim, a absorção torna-se mais rápida.
  • Porque é que há comprimidos re­vestidos?
    Para evitar a destruição do princípio activo pelos ácidos gástricos. O revestimento impede ainda que o doente contacte com o sabor desagradável das substâncias.
  • Porque é que a insulina não pode ser tomada oralmente?
    Por ser destruída pelos ácidos gástricos.
  • Tenho de agitar as suspensões (por exemplo, um antibiótico para criança)?
    Sim. Estes medicamentos correspondem a partículas sólidas dispersas num líquido. Quando estão em repouso, as partículas depositam-se no fundo e sedimentam.
  • Perante uma lesão localizada da pele, devo escolher um comprimi­do ou uma pomada?
    Em princípio, a pomada. Como a área afectada é pequena, não é necessário um medicamento oral, que produz mais efeitos secundários.
  • Como funciona um comprimido de libertação prolongada?
    Liberta a substância activa ao longo de várias horas (mais de 12), pelo que o doente precisa de tomá-lo menos vezes. Um conselho: nunca parta o comprimido, pois pode perder as características.

Várias portas de entrada
Consoante as condições e preferência do doente, é possível optar por diversas apresentações. Vejamos as mais frequentes.

  • Pela garganta
    Formas: Comprimidos (incluindo os solúveis), cápsulas, pílulas e grânulos; xarope, emulsões, elixires e soluções.
    Administração:. Engolidos ou bebidos (via oral), conforme sejam sólidos ou líquidos.
    Vantagens: Forma mais comum, por ser mais prática e barata, bem aceite pelos doentes e relativamente segura. Os líquidos são absorvidos mais depressa. Por serem mais fáceis de deglutir, tornam-se adequados para idosos e crianças. Os sólidos, no geral, não têm sabor, pelo que são menos desagradáveis de tomar.
    Inconvenientes: Os alimentos e outros medicamentos podem afectar a quantidade e a velocidade da absorção. Certas substâncias são susceptíveis de irritar o tracto digestivo.
  • Através da pele
    Formas: Nitroglicerina para tratar a angina, nicotina para deixar de fumar e hormonas sexuais para a contracepção, entre outros.
    Administração: Aplicados com adesivos, passam para o sangue através da pele.
    Vantagens: Evitam a injecção. A substância é libertada lentamente, pelo que os seus níveis no sangue são mais constantes. Este modo é adequado para os medicamentos que o organismo elimina com rapidez e que o doente tem de tomar todos os dias.
    Inconvenientes: Podem irritar a pele, pelo que convém ir mudando o adesivo de lugar. A eficácia depende da penetração da substância na pele. Poucos medicamentos podem ser administrados desta forma.
  • Pelo recto
    Formas: Suposi­tórios, soluções e pomadas.
    Administração: Muitas substâncias tomadas oralmente também podem sê-lo por via rectal. Têm um efeito local (por exemplo, para tratar hemorróidas) ou sistémico (para baixar a febre, vómitos e convulsões, entre outros).
    Vantagens: Como a pele do recto é fina e muito irrigada por vasos sanguíneos, a absorção torna-se mais rápida. Por vezes, após cirurgias envolvendo o aparelho digestivo ou tratando-se de bebés, é usada esta forma.
    Inconvenientes: Podem ser desconfortáveis para o doente, ter uma absorção irregular ou incompleta e irritar a mucosa rectal. Não são opção se o doente sofrer de sangramento ou diarreia.
  • Debaixo da língua
    Formas: Comprimidos ou gotas sublinguais.
    Administração: Colocados debaixo da língua, para serem absorvidos pelos vasos capilares aí existentes.
    Vantagens: Forma adequada se houver dificuldade em engolir ou numa situação de emergência que envolva angina de peito. Como a substância não tem de passar pelo estômago, a absorção é rápida.
    Inconvenientes: A maioria dos medicamentos não pode ser administrada deste modo, pois a absorção é irregular.
  • Na pele
    Formas: Pó, gel, creme, pasta, loção e champô.
    Administração: Aplicados sobre a pele, s‹o sobretudo usados para tratar distúrbios localizados, como os cutâneos (secura, comichão, eczema, psoríase, infecções, etc.) e as dores musculares.
    Vantagens: Práticos e fáceis de colocar, provocam menos reacções adversas do que os outros medicamentos, pois são uma pequena quantidade passa para o sangue.
    Inconvenientes: Certas substâncias podem irritar a pele ou causar alergia.
  • Nos olhos
    Formas: Gotas, gel e soluções.
    Administração: Aplicados localmente, para tratar secura, vermelhidão, conjuntivite, glaucoma e lesões.
    Vantagens: Têm menos efeitos secundários do que os medicamentos tomados por via oral. Mas, por vezes, dão origem a efeitos adversos sistémicos (noutras partes do organismo que não os olhos).
    Inconvenientes: Escorrem dos olhos, por vezes, ainda antes de serem absorvidos. Assim, têm de ser colocados com cuidado.
  • Por injecção
    Formas e administração: Injectados de baixo da pele (forma subcutânea), nos músculos (intramuscular) ou nas veias (intravenosa). As injecções de insulina aplicadas pelos diabéticos do tipo 1 inserem-se no primeiro caso, as vacinas no segundo e a quimioterapia no terceiro.
    Vantagens: As substâncias entram mais depressa no sangue e têm um efeito mais rápido do que se forem tomadas por via oral. Em caso de emergência ou de doentes internados nos cuidados intensivos, esta é uma mais-valia.
    Inconvenientes: Mais desconfortável e doloroso para o paciente. A injecção tem de ser aplicada por um profissional, excepto no caso dos diabéticos.
  • No nariz
    Formas: Gotas, sprays, gel e soluções.
    Administração: Localmente aplicados. Tem efeito tópico (por exemplo, gotas para descongestionar) ou sistémico (tratar a rinite alérgica, por exemplo).
    Vantagens: São fáceis de aplicar, têm absorção rápida e, como não passam por todo o organismo, produzem menos efeitos secundários. Inconvenientes: Podem causar irritações no nariz.

Escolha a forma certa
A escolha cabe ao profissional de saúde, mas também ao doente, sobre tudo quando se trata de medicamentos de venda livre. No primeiro caso, tente encontrar a apresentação mais conveniente e eficaz em conjunto com o médico. Mesmo que já esteja a tomar algum medicamento, se a forma não lhe convier, tente substituí-la. Por exemplo, se os supositórios lhe causarem desconforto, tente saber se existe uma versão em comprimidos. Mas nunca o faça sem falar com o médico ou o farmacêutico.

Já se o medicamento não for sujeito a receita, veja com o farmacêutico as opções disponíveis e escolha a que mais se adequar.

Em qualquer caso, o importante é fazer um uso correcto. Os medicamentos são muito úteis e podem salvar vidas. Mas também são susceptíveis de prejudicar a saúde.

Tratando-se de medicamentos aplicados sobre a pele, se o local for massajado, há maior afluxo de sangue e, assim, uma absorção mais veloz.

A área de absorção também tem influência. Grandes superfícies, como os pulmões, têm maior capacidade. No caso de um bebé, se uma pomada for aplicada em todo o corpo, pode ter efeito em várias partes do organismo.

  Última atualização em dezembro de 2007
Formas dos medicamentos
Sumário

 
 
  Deco Proteste   Publicações   Ferramentas   Multimédia   Arquivo
 
  Contactos   Proteste   Simuladores   Animações   Artigos Acompanhe-nos
  Quem somos   Dinheiro & Direitos   Proteste Auto   Fotogalerias   Dossiês
  Perguntas frequentes   Teste Saúde   Comparar e Poupar   Vídeos   Dicas
DECO PROTESTE no Facebook  DECO PROTESTE no Twitter  DECO PROTESTE no YouTube  DECO PROTESTE RSS
  Protocolos   Guia Fiscal           Comunicados
  SOS Consumidor   Guias práticos            
  Proteste Investe   Miniguias              
 
© 2011 DECO PROTESTE. Independente | Credível | Perto de si