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Antes de lançar novos medicamentos, os ensaios deveriam comparar a nova molécula com fármacos à venda, e não com placebos (sem substâncias activas), para determinar a vantagem terapêutica.
A nova directiva europeia sobre ensaios clínicos com medicamentos em humanos esteve em consulta pública até Janeiro e não perdemos a oportunidade de contribuir para a discussão.
A consulta pública propõe o registo público dos ensaios. Uma posição que temos defendido, pois é uma forma de prevenir a ocultação ou desvalorização de resultados menos favoráveis para a indústria farmacêutica. Esta só publica os resultados que entende úteis. Até as revistas médicas dão prioridade a artigos com conclusões fortes.
Quando medicamentos novos são aprovados e comercializados, os resultados dos testes deveriam ser publicados num meio gratuito e acessível. Por exemplo, no sítio da Agência Europeia do Medicamento ou das autoridades nacionais da área, como o Infarmed, em Portugal. Tal permitiria também melhorar as prescrições dos médicos e escolher os medicamentos de forma mais objectiva e exigente.
Última atualização em janeiro de 2010
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