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No último ano, 28% dos portugueses faltaram 9 dias ao trabalho, em média, por sentirem dores. Os dados são do nosso inquérito a 2350 cidadãos.
Os portugueses sentem dores, que muitos não controlam por falta de tratamento ou por este ser ineficaz. Cerca de 30% dos que sofreram dores severas no último ano não seguiram nenhum tratamento, quer por falta de dinheiro para as consultas e para os medicamentos, quer por falta de confiança nos resultados. Mesmo os que pediram ajuda estão insatisfeitos com a relação entre o custo e o benefício do tratamento. Quem paga quer ver resultados. E tratar a dor é caro. Em média, custou aos nossos inquiridos mais de 75 euros por mês.
Se, ao preço elevado, somarmos a falta de eficácia dos tratamentos, não só sofrem os doentes como a economia do País, já que a produtividade também é afetada. No último ano, 28% da população faltou 9 dias ao emprego, em média, por sentir dores. Em números redondos, os dados do estudo traduzem-se em cerca de 11 milhões de dias de trabalho perdidos e revelam alguma falta de atenção a um problema que pode ser controlado, se não for curado.
É essencial apostar mais na qualidade dos tratamentos e na formação dos médicos de família, primeiro ponto de contacto dos doentes. Integrar o campo de estudos da dor nos cursos de medicina pode ser uma solução a longo prazo. No imediato, urge criar normas de orientação terapêutica, para agilizar a intervenção dos médicos de família. Também é necessário apostar em novas equipas multidisciplinares para consultas de dor, aproveitando os profissionais disponíveis nos agrupamentos de centros de saúde.
Leia o estudo completo sobre a dor da edição de dezembro da TESTE SAÚDE.
Última atualização em novembro de 2011
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