Exercício físico,
descontracção e uma postura adequada ajudam o
corpo e a mente a encontrar o
bem-estar.
As dores ao fundo das costas, as chamadas lombalgias,
são um dos problemas de
saúde mais comuns e
levam muitas pessoas a consultar o médico de
família, a perder horas de sono e
a faltar ao trabalho. São a primeira causa de
limitação da actividade física
antes dos 45 e afectam tanto homens como mulheres. Podem ser agudas ou
crónicas, dependendo da duração da
dor. Quando esta ultrapassa os 3 meses e a
causa não é uma doença, como
infecções ou tumores, é uma lombalgia
não-específica crónica.
Na maioria das vezes,
as dores resolvem-se de forma espontânea e em pouco tempo,
sem necessidade de
exames ou tratamentos particulares. Se mantiver uma vida activa e
aprender a
relaxar, a recuperação é mais
rápida.
Factores de
risco
A obesidade, a
diminuição da força dos
músculos do abdómen, por falta de
exercício, a gravidez
ou a prática de desportos violentos, como o
râguebi, podem provocar lombalgias.
Os profissionais com trabalhos pesados, elevação
de cargas, posturas
prolongadas de pé ou sentadas, actividades repetitivas e
exposição a vibrações
são,
também, grupos de risco. Nestes, incluem-se, os
trabalhadores da construção
civil, enfermeiros, fisioterapeutas e empregados de balcão,
entre outros.
Factores psicológicos como o stresse, a ansiedade, a
depressão e a insatisfação
no trabalho são, ainda, responsáveis por algumas
queixas. Por isso, convém
manter-se calmo e descontraído. A má postura
quando está sentado ou a conduzir
pode agravar o problema.
Recuperar e
aliviar a dor
Os tratamentos visam a
recuperação, a prevenção de
episódios futuros e o alívio da dor. Para isso, o
médico deve explicar que as dores de costas são
um mal comum e que existem
várias formas de minimizar o problema. É
fundamental que se mantenha activo e
relaxe. Não fique na cama todo o dia. Faça apenas
pequenos períodos de repouso.
O exercício físico é fundamental, mas
convém ser planeado pelo médico ou
fisioterapeuta e executado sob a orientação de um
profissional, de forma lenta
e progressiva. Evite desportos com movimentos rápidos,
torções ou choques. A
marcha, a natação e a hidroginástica
são bastante úteis. Uma boa postura
enquanto aspira, dorme, levanta um objecto, passa a ferro ou conduz
pode
ajudá-lo a prevenir crises futuras, a recuperar a
funcionalidade e a tratar a
dor.
Quanto a medicamentos,
o paracetamol é o mais indicado, por ter menos efeitos
secundários do que os
anti-inflamatórios não esteróides, os
relaxantes musculares ou alguns calmantes
e ansiolíticos, que têm como efeito colateral, o
relaxamento muscular. Siga o
tratamento prescrito durante o tempo indicado pelo médico.
Se for adepto das
terapias alternativas, antes de iniciá-las, obtenha um
diagnóstico completo do
seu médico para eliminar a possibilidade de sofrer de uma
doença grave. A
acupunctura, por exemplo, é muito utilizada, mas
não resolve o problema a longo
prazo.
A cirurgia está
indicada para casos específicos, como as hérnias
discais com compressão de
raízes de nervos. Mas estas operações
são caras, apresentam riscos e nem sempre
permitem o restabelecimento completo. As massagens podem ser
úteis para
relaxar.