|
Os portugueses estão mais satisfeitos com os centros de saúde do que em 2004, mas ainda esperam muito pelas consultas, revela o inquérito da TESTE SAÚDE a 4300 utentes.
Quatro em cada 10 pacientes aguardam, pelo menos, 1 mês pela consulta com o médico de família. A situação piorou face ao último estudo da associação, em 2004: a longa espera atinge, agora, mais 6% de utentes.
O Norte e o Algarve são as regiões mais fustigadas pela demora: quase metade dos utentes denuncia intervalos superiores a 1 mês entre a marcação e o encontro com o médico de família.
Quando este profissional pede uma consulta de urgência no hospital, mais de um quarto dos inquiridos espera, pelo menos, 2 meses: sinal da falta de especialistas nalgumas áreas, critica a TESTE SAÚDE.
Os centros de saúde Norton de Matos, de Coimbra, Olivais de Lisboa, e Fafe, no distrito de Braga, lideram a lista nacional de 70 estabelecimentos para os quais a associação obteve um número de respostas suficiente. Confira as avaliações da TESTE SAÚDE.
O médico de família é o elemento melhor classificado pelos utentes no centro de saúde, sobretudo, pela competência demonstrada. Mesmo assim, cerca de um quarto mudava de profissional, se pudesse. Este desejo é maior entre os que não tiveram oportunidade de escolher o clínico. Um terço exprime desagrado com a pontualidade ou assiduidade.
- O tempo de espera, serviços ao domicílio, atendimento telefónico, formalidades para marcar consultas e a eficiência dos serviços administrativos são os pontos fracos do funcionamento.
- A DECO exige uma resposta mais rápida aos problemas e melhor informação sobre o centro de saúde. Todos os serviços deviam publicar os resultados do seu trabalho, para uma avaliação mais objectiva do desempenho, defende.
25.11.2009
|