Não acredite em tudo o que lê! Um conselho especialmente válido perante os rumores alarmistas sobre assuntos de saúde distribuídos por correio electrónico. Evite reencaminhá-los a amigos e conhecidos, sem verificar a veracidade dos factos. Nove em cada 10 são boatos sem qualquer fundamento.
Fonte inesgotável de informação, a Internet é uma verdadeira enciclopédia mundial do saber, de acesso rápido e barato. Mas é também através dela que as informações mais absurdas, erradas e alarmistas rapidamente se espalham pelo Planeta inteiro.
Uma cadeia infernal
Se tem um endereço de correio electrónico, provavelmente já recebeu mensagens que alertam para o risco de cancro da mama associado ao uso de desodorizantes ou para o risco de cancro do útero causado pelos tampões, que apelam para a doação de sangue para um bebé internado com leucemia, etc. Nestas mensagens, é-lhe quase sempre pedido para reencaminhar a informação para a sua rede de contactos, apelando ao seu lado emocional. Um simples clique no rato permite reencaminhar a mensagem para todo o seu livro de endereços electrónico. Imagine que envia uma mensagem a 10 pessoas que a reencaminham para mais 10. Já lá vão 100. Se estas fizerem o mesmo, mais 1000 pessoas recebem a mensagem, depois 10 mil, 100 mil, 1 milhão. Na próxima etapa, 10 milhões de pessoas recebem a mensagem!
E os boatos electrónicos não têm fronteiras. Muitos têm a sua origem nos Estados Unidos, mas há sempre alguém (de boa fé ou por malícia) que se dá ao trabalho de traduzir a mensagem, por vezes, até, com algumas adaptações à realidade do país… São mitos quase sempre sem qualquer fundamento. A motivação por trás destes fenómenos em cadeia não é, geralmente, despida de interesses. Muitas vezes, é utilizado por pessoas que pretendem constituir bases de dados de endereços electrónicos. Noutros casos, as mensagens pseudocientíficas escondem interesses comerciais. Outras vezes, trata-se apenas de um divertimento e, claro, nalguns casos, pode ser despoletado por sentimentos de solidariedade ingénua.
Vejamos alguns exemplos relacionados com assuntos de saúde. São apenas alguns boatos entre centenas que circulam no mundo inteiro. São os chamados "hoax", uma palavra inglesa que significa "embuste" e que, neste contexto, designa mensagens de correio electrónico fictícias ou "boatos".