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Os sacos reutilizáveis são a opção mais ecológica para transportar as compras. Se recorrer aos de plástico, use-os o maior número de vezes possível. Uma vez estragados, todos podem ser reciclados.
Várias cadeias de supermercados anunciam sacos 100% degradáveis e amigos do
ambiente. Nalguns casos, afirmam ser reutilizáveis e recicláveis, mas aconselham
a colocá-los no lixo indiferenciado quando ficam quebradiços. Esta mensagem é
contraditória e confusa para o consumidor: reciclagem e lixo são destinos
totalmente opostos.
Independentemente do saco, o mais importante é reutilizá-lo o maior número de
vezes possível. Como nem todos os resíduos produzidos em casa são recicláveis,
vai precisar de sacos para o lixo indiferenciado. Se não compra sacos para esse
fim, aproveite os do supermercado.
No entanto, alguns sacos em fim de vida, devem ser
depositados no ecoponto amarelo em vez do lixo.

Os sacos tradicionais, em polietileno, são resistentes e
reutilizáveis. Quando estiverem danificados, coloque-os no ecoponto amarelo.
Ponto de partida para novos produtos
Produzidos a partir de um composto do petróleo, o polietileno, os sacos de plástico são 70%
mais leves do que há 20 anos, o que diminui o seu impacto ambiental unitário.
Mas com o aumento da produção, o ganho ambiental está longe de ser tão positivo
como apregoa a indústria.
Em fim de vida, não devem ser encarados como
resíduos sem valor mas um ponto de partida para fabricar novos produtos. Quando
não é possível reciclar, devem ser valorizados através da incineração com
recuperação de energia e, só em último caso, enviados para aterro.

Alegam ser degradáveis. Só devem
ir para o lixo indiferenciado quando ficam quebradiços.
Dois destinos para os sacos degradáveis Devido ao
abandono dos plásticos na natureza, foram criados dois tipos de sacos
degradáveis: os biodegradáveis e oxodegradáveis. Mas não há consenso sobre as
vantagens ambientais e a designação degradável pode enganar os consumidores.
Muitos acreditam que desaparecem rapidamente na natureza sem intervenção humana
e podem ainda menosprezar a importância da reutilização, para reduzir os
resíduos produzidos.
Distribuídos em muitos hipermercados e muitas vezes reconhecidos pela indicação d2w, os oxodegradáveis são
plásticos tradicionais aos quais é adicionado um ingrediente que facilita a
quebra dos monómeros de plástico e acelera a degradação. Mas não se degradam na
totalidade e o seu processo de reciclagem é mais complexo: têm de ser recolhidos
e tratados até 18 meses após o fabrico. Como não há um circuito próprio para
recolha, na reciclagem, é preciso adicionar um agente estabilizador para
neutralizar o ingrediente que facilita a degradação. Quanto à deposição em
aterro, o plástico só se degrada rapidamente na presença de oxigénio,
o que não acontece na maioria das vezes.
Os sacos degradáveis não são ambientalmente mais vantajosos do que os
tradicionais (apenas de polietileno), sobretudo porque os últimos são recicláveis e, se tal não for
possível, incinerados com recuperação de energia. Assim, num país com capacidade
para reciclar filme plástico de polietileno, não faz sentido que muitos
supermercados optem por sacos degradáveis e apregoem ser amigos do ambiente.

Alguns incluem a menção degradável. Outros ostentam o símbolo
d2w na dobra lateral, por exemplo.
Usar e reutilizar nas compras De carro ou a pé, os sacos
de compras com rodas permitem acondicionar e transportar os produtos sem
esforço, sem precisar de sacos de plástico. Por serem resistentes, pode ainda
reutilizá-los vezes sem conta.
Para volumes mais pequenos, os sacos reutilizáveis são a melhor opção,
sobretudo se forem resistentes, como os de polipropileno, tecido ou juta.
Os sacos de plástico vulgares (de polietileno) também podem ser reutilizados.
Volte a usá-los quando for às compras ou para depositar o lixo indiferenciado.
Se estiverem danificados, coloque-os no ecoponto amarelo.
Última atualização em dezembro de 2010
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