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da DECO PROTESTE


Resíduos: faltam ecocentros e ecopontos

Cidadãos estão satisfeitos com ecopontos mais próximos. Mas criticam a recolha de óleos usados e a falta de ecocentros, conclui o estudo da DECO PROTESTE sobre resíduos urbanos em 69 concelhos.

Em Dezembro, a associação de defesa do consumidor inquiriu câmaras municipais e contou com o testemunho de 5031 leitores. Objectivo: saber como são geridos e recolhidos os resíduos domésticos, conhecer as práticas dos consumidores e se estão satisfeitos com a recolha na sua localidade.

Cada habitante gerou, em média, 45,5 kg de papel, plástico, vidro e metal, em 2008. Portimão, Loures, Angra do Heroísmo, Maia e Funchal reúnem mais residentes satisfeitos com esta recolha. O ecoponto é a solução mais comum e, segundo a maioria dos leitores, está a uma distância acessível. Quem vive em zonas rurais encontra ecopontos mais distantes, o que dificulta a separação.

Covilhã, Funchal e Ponta Delgada não têm recolha de óleos de fritura. Apenas num quarto dos concelhos que colaboraram toda a população é abrangida e, das 41 localidades com ecocentro, só em metade é possível entregá-los. Mais de 40% dos leitores deita o óleo no esgoto ou quintal e 21% numa garrafa no lixo. “Dada a falta de soluções, não estranhamos que três quartos dos inquiridos estejam insatisfeitos”, denuncia.

Segundo a DECO PROTESTE, “faltam ecocentros e são precisos mais ecopontos ou criar circuitos de recolha porta-a-porta, para todos poderem separar os resíduos, sobretudo nas zonas rurais.” Nas cidades, as recolhas devem ser mais frequentes ou a capacidade dos ecopontos maior. “É preciso esclarecer melhor os cidadãos. Os portugueses querem participar, mas as câmaras têm de criar condições para este empenho não desaparecer e conquistarem novos adeptos”, reivindica.

 

| PROTESTE n.º 312 Abril de 2010, págs. 25 a 32 |

30.03.2010

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