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Após a proibição de incineração das embalagens de medicamentos fora de uso, Paulo Pena, 31 anos, técnico de farmácia, de Alfragide (Lisboa), questiona se as deve colocar no ecoponto.
Os consumidores podem continuar a deixar esses medicamentos na farmácia. Até Novembro último, todas as embalagens de medicamentos estavam a ser enviadas para queima, sem separação dos materiais que podem ser reciclados, como cartão, vidro e plástico.
No início daquele mês, a Agência Portuguesa do Ambiente, do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, proibiu a Valormed, entidade gestora desses resíduos, de enviá-los para incineração. Só em 2007, esta deveria ter reciclado 4151 toneladas. Mas, como denunciámos na TESTE SAÚDE n.º 76, de Janeiro de 2009, as 638 toneladas recolhidas foram incineradas. Na altura, não obtivemos resposta da Valormed sobre a data para criar o centro de separação com vista à reciclagem das embalagens.
A proibição decidida pelo Governo é um passo positivo. Mas ficam por responder questões como local de armazenamento temporário dos resíduos e de separação dos materiais e fármacos, bem como a data prevista para o seu arranque. Já questionámos o Ministério, mas, à data de fecho desta edição, permanece o silêncio.
Última atualização em março de 2009
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