A produção de resíduos sólidos urbanos (RSU) não pára de aumentar. Esta tendência é particularmente preocupante nos países desenvolvidos, onde a melhoria das condições de vida aumentou o consumo. O objectivo de reduzir os RSU produzidos ainda não se concretizou. Aliás, em 10 anos, aumentou de 3,5 para 4,5 milhões de toneladas a quantidade de RSU gerados anualmente no nosso País.
Em 2005, cada um de nós produziu cerca de 1,24 kg de RSU por dia. Destes, mais de um quarto corresponde a embalagens passíveis de ser recicladas e dois terços são resíduos biodegradáveis que poderiam ser encaminhados para compostagem. Mas o lixo que produzimos não acaba nas embalagens e nos restos de alimentos. Muitos outros produtos não podem ser depositados nos ecopontos ou nos contentores para o lixo normal.
Afinal, o que podemos separar em casa para reciclar? Onde deixar o frigorífico velho? E o óleo usado? Além dos ecopontos, que estruturas e serviços disponibilizam os municípios para recolher os resíduos? Para o esclarecer sobre a melhor maneira de contribuir para a correcta gestão dos lixos, disponibilizamos a informação relativa a cada município. Use-a da melhor forma!
Escolha um município:
Não encontra o seu município? Se este não constar da lista é porque não colaborou connosco. Para mais informações, contacte a sua autarquia.
Ficha técnica
Para eventuais dúvidas acerca da forma como o cálculo foi efectuado, consulte a ficha técnica. Para o efeito basta clicar no símbolo disponível na barra "Ficha técnica".
Em Junho de 2003 e Maio de 2006, enviámos um inquérito às câmaras municipais e sistemas intermunicipais de gestão de resíduos, espalhados por todo o país, de Norte a Sul, incluindo as ilhas. Objectivo: conhecer as estruturas para a recolha de resíduos recicláveis disponibilizadas por cada município e divulgar toda a informação obtida através do nosso sítio. Mais tarde, confirmámos e actualizámos junto dos municípios a informação previamente recolhida.
Assim, foi possível saber quantos ecopontos e ecocentros existem, que tipo de resíduos aceitam, se são regularmente despejados, o que fazer para recolha dos “monos” domésticos, por exemplo, e qual a tarifa relativa ao tratamento de resíduos sólidos. Também nos informámos sobre as campanhas de educação ambiental desenvolvidas pelos municípios.
Com base na existência do sistema de recolha porta-a-porta de resíduos recicláveis, no número de ecopontos facultado pelos responsáveis municipais e nas metas estabelecidas pelo Instituto dos Resíduos (500 habitantes por ecoponto), atribuímos uma classificação à autarquia, que varia
entre (mau) e (bom). Caso o município apenas apresente é sinal que ficou mal classificado e não dispõe das estruturas mínimas.
A grande maioria das câmaras e sistemas intermunicipais colaborou neste projecto. Agradecemos, pois, a todos os que aceitaram o desafio de preencher o nosso inquérito. Mas este projecto não termina aqui. Contamos com a preciosa ajuda destas entidades para nos comunicarem novos dados, alterações ou, mesmo, sugestões.