Dada a raparigas com 13 anos, a vacina reduz o risco de tumor, mas não elimina a necessidade de rastreio da doença, entre os 25 e os 60 anos.
A maioria dos cancros do colo do útero são causados pelo Vírus do Papiloma Humano, também conhecido pela sigla HPV. Há cerca de 100 tipos deste vírus, sendo dois responsáveis por dois terços dos cancros. Ambos podem ser prevenidos com a vacina.
Adolescentes na mira
A vacina contra infecções por HPV faz parte do Plano Nacional de Vacinação desde final do ano passado: é obrigatória e gratuita, no centro de saúde, para raparigas com 13 anos. A partir desta idade, fale com o médico sobre a sua utilidade. Nesse caso, terá de desembolsar € 481,35 pela Gardasil, que evita 4 tipos de HPV, ou € 433,23, pela Cervarix, contra 2, responsáveis por dois terços dos cancros.
Segundo os estudos já realizados, evita, pelo menos, 90% das infecções nos 6 anos seguintes à aplicação. As pesquisas em curso visam saber por quanto tempo mais se estende a protecção e avaliar a necessidade de reforços. Está provada a eficácia para meninas e mulheres, dos 9 aos 26 anos, desde que aplicada antes do início da vida sexual.
Dado que a vacina não protege contra todas as causas do cancro, o rastreio do colo do útero, por citologia, continua a ser recomendado a todas as mulheres a partir dos 20 anos.
Citologia todos os 3 anos
O exame detecta lesões no colo do útero e permite tratá-las antes de evoluírem para tumor. A Direcção-Geral da Saúde aconselha dois exames anuais seguidos. Se os resultados forem normais, a frequência passa a ser de 3 em 3 anos. As recomendações europeias de 2008 apontam para intervalos de 3 a 5 anos.
Se a citologia for prescrita nos serviços de planeamento familiar, a utente paga apenas a taxa moderadora. Fora destes, tem de pagar a totalidade da análise, que ronda os 25 ou 30 euros.