É a primeira causa de
morte e o principal motivo de incapacidade nos idosos no nosso
país. Muitos
casos podem ser evitados com uma vida saudável e as sequelas
limitadas com um
melhor acesso a programas de reabilitação.
Viver com menos
risco
Pratique exercício
físico, como andar de bicicleta, nadar ou caminhar.
Controle o peso.
Procure seguir uma
alimentação cuidada, privilegiando os legumes, a
fruta, os cereais, as carnes
magras, como a de aves, e o peixe. Evite os alimentos com excesso de
gorduras
ditas saturadas (manteiga, carnes vermelhas, queijo, charcutaria, etc.)
e
privilegie as gorduras não saturadas, como o azeite e o
óleo vegetal (de soja e
girassol).
Modere o consumo de
sal e de álcool (não mais de um copo por dia).
Mesmo se é jovem e
se sente em plena forma, é importante ir ao
médico uma vez por ano, para ser
observado, fazer análises de rotina e exames. Muitos
problemas de saúde não se
sentem, mas apenas se detectam através de exames
médicos. É o caso da tensão
alta (acima de 14/9), do colesterol elevado (acima de 200) e do excesso
de
açúcar no sangue (acima de 110 mg/dl, em jejum),
três factores de risco para
doenças cardiovasculares.
Se houver
antecedentes de doenças cardio ou cerebrovasculares ou de
morte súbita na
família, é importante redobrar os cuidados.
Quanto maior o
número de factores de risco acumulados, mais elevada
é a probabilidade de vir a
sofrer de um AVC.
Sinais de
alarme
Dor de cabeça súbita
e muito violenta, sem razão aparente.
Falta de força ou de
sensibilidade num ou mais membros.
Vertigens, problemas
de equilíbrio, quedas ou desmaios.
Dificuldades de
expressão verbal e de compreensão.
Confusão mental
súbita.
Perturbações da
visão, como perda de uma parte do campo visual.
Desvio da boca ou
encerramento de uma pálpebra.
Ligue para o
112
Perante um ou vários
sinais de alarme, transporte imediatamente a vítima para as
urgências
hospitalares ou telefone para o 112. Cada minuto que passa pode agravar
seriamente o estado do doente. Estudos recentes mostram a
importância do
tratamento precoce e dos programas de
reabilitação (fisioterapia motora,
terapia da fala, etc.). Estes reduzem significativamente os riscos e a
gravidade das sequelas físicas e mentais. Enquanto espera
por ajuda médica,
coloque a vítima em posição lateral de
segurança. Deite-a de lado e
certifique-se de que tem as vias respiratórias
desobstruídas. Para evitar que o
corpo oscile para a frente, dobre-lhe a perna de cima em
ângulo recto.
Após um AVC
As vítimas de AVC são
internadas nos serviços de medicina ou de neurologia dos
hospitais. Logo que se
estabilize a situação clínica do
paciente, inicia-se a reabilitação, que
consiste em diferentes técnicas que ajudam a recuperar as
funções afectadas. Os
programas de reabilitação podem durar
vários meses.
No caso de paralisia,
é importante recorrer a fisioterapia para a
reabilitação motora. Os
fisioterapeutas, geralmente, ensinam alguns exercícios para
fazer em casa, para
prevenir a rigidez, readquirir alguma força no lado afectado
e aprender a
funcionar com eventuais limitações.
Por vezes, recorre-se
à terapia da fala, para as alterações
da linguagem. Algumas queixas desaparecem
ou, pelo menos, melhoram muito ao fim de algum tempo de
reabilitação.