Aos primeiros sinais
de perda de audição, vá ao
médico, já que pode ser reversível.
Baixe o volume
da música nos auscultadores e proteja os ouvidos em
ambientes ruidosos.
Os problemas auditivos
afectam cerca de 85 mil portugueses, segundo o Census 2001.
É a segunda doença
profissional mais frequente.
Podem dever-se a uma
malformação nas estruturas do ouvido ou a uma
infecção, doença, acidente ou
exposição a ruídos excessivos. Na
maioria dos casos, a surdez é parcial. Uma
constipação ou a acumulação
de cera nos ouvidos podem causar surdez temporária.
A degenerescência
natural, devido ao envelhecimento, é a principal causa de
perda de audição
adquirida. Os primeiros sinais surgem entre os 30 e os 40 anos e
agravam-se com
a idade. Estar exposto a sons muito altos ou ambientes ruidosos
é prejudicial.
Sinais de
alarme: consulte um otorrino
Perante os primeiros
sinais de perda de audição, vá ao
médico de família ou a um otorrinolaringologista.
Tem dificuldade em
ouvir ao telefone.
Não consegue seguir
uma conversa quando duas ou três pessoas falam ao mesmo tempo.
Os familiares
reclamam do volume alto quando vê televisão ou
ouve música.
Precisa de se
concentrar quando fala com alguém.
Não ouve bem em
ambientes ruidosos.
Precisa de pedir
muitas vezes aos seus interlocutores para repetirem o que dizem.
As vozes mais agudas
(de mulheres e crianças) são mais
difíceis de perceber.
Tem a sensação de
que as pessoas articulam mal.
Acontece-lhe com
frequência não perceber o que lhe dizem.
Ouve, por vezes,
zumbidos ou vibrações.
50 decibéis
ferem ouvidos
Afaste-se de
ambientes muito ruidosos. Quando não é
possível evitar o ruído excessivo (por
exemplo, no trabalho), use tampões nos ouvidos. Os mais
comuns custam entre 3 e
5 euros.
O limiar da
incomodidade para o ruído contínuo ronda os 50
decibéis (dB) de dia, segundo a
Organização Mundial de Saúde.
À noite, deve situar-se 5 a 10 dB abaixo. A
exposição prolongada a um ruído
ambiental de 55 dB começa a ter efeitos
negativos. Além do incómodo para os ouvidos, pode
causar stresse, distúrbios do
sono, ansiedade, irritabilidade, dores de cabeça, aumento
dos batimentos
cardíacos e da tensão arterial. Com
níveis sonoros mais altos, aumenta o risco
de perda de audição.
Os sons altos podem
danificar os cílios no interior do ouvido, causando uma
perda de audição
repentina ou progressiva. Uma vez danificados, os cílios
não voltam a
regenerar-se. Tal pode ocorrer após a
exposição a um ruído muito intenso,
como
uma explosão (140 dB). Por vezes, a
audição é restabelecida nas 48 horas
seguintes.