Dieta
saudável, cigarro apagado e exercício
físico são bons hábitos que afastam
doenças do coração.
Tabaco,
tensão alta,
colesterol elevado, obesidade, diabetes e sedentarismo: quanto mais
factores de
risco acumular, maior o risco global. O valor permite ao
médico avaliar se são
precisos medicamentos. A prescrição pode ser
aconselhável, mesmo que sofra de
apenas um factor de risco. Uma pessoa com tensão alta deve
iniciar medicação
com anti-hipertensores, se tiver risco superior a 5%, por exemplo.
Já se a
diferença face aos limites normais for pequena e o risco
global abaixo de 1%, a
solução é mudar a dieta e o estilo de
vida. Mas um factor de risco elevado não
tratado é uma ameaça para toda a vida.
Antes de preencher os dados, tenha
à mão os seus valores de
colesterol e tensão arterial. Se nem se lembra da
última vez que os mediu,
considere-se já em risco. Para evitar o primeiro susto,
muitas vezes, fatal ou
incapacitante, é preciso controlar os factores de risco
antes de a doença surgir.
Depois dos 60 anos, há maior
probabilidade de sofrer de uma doença
do coração: 80% dos enfartes ocorrem a partir
dessa idade. Para as mulheres, a
ameaça aumenta a partir da menopausa. Nos homens,
doenças coronárias surgem 10
anos mais cedo e matam duas vezes mais.
Quem tem pais, irmãos
e familiares directos com problemas de coração
antes dos 55 anos, nos homens, e
dos 65, nas mulheres, tem maior tendência para
desenvolvê-los.
Pulso em novos hábitos
Veja a diferença de
risco entre fumadores e não fumadores: é duas a
quatro vezes maior para os
primeiros. Abandone de vez cigarros, cachimbos e charutos. Poupa o seu
sistema cardiovascular e centenas de euros por ano.
Controle regularmente a tensão
arterial:
não deve exceder a
máxima de 140 mmHg (milímetros de
mercúrio) e a mínima de 85. Quando a
mínima é
confirmada com várias medições
superior a 10,5, há um risco quatro vezes superior
de ter uma doença do coração. Quando
este é obrigado a um esforço maior,
enfraquece e danifica as artérias.
O factor hereditário tem peso,
mas é
no prato e no ritmo diário
que pode fazer a diferença: corte no stresse e diminua a
ingestão de açúcar e
de sal. Só na alimentação,
reduz 3 a 5 mmHg na tensão arterial.
Mantenha o peso na linha. A
alimentação deve ser adequada às
suas necessidades calóricas e rica em fruta, legumes,
cereais integrais, peixe
e aves. Prefira o azeite, com moderação, a outras
gorduras. Evite as gorduras
saturadas, de origem animal, nas carnes vermelhas.
A obesidade, sobretudo quando a gordura
se acumula na zona
do
abdómen, e a falta de exercício físico
duplicam o risco. O excesso de peso
sobrecarrega o trabalho do coração para conseguir
satisfazer as necessidades de
oxigénio e nutrientes do organismo. A tensão
arterial, o mau colesterol e os triglicéridos
aumentam nos obesos e há tendência para o
aparecimento de diabetes. Cerca de 70
a 80% dos pacientes com esta doença morrem devido a
doenças do coração. Estes
inimigos somados contribuem para a aterosclerose, placas de gordura que
danificam as paredes dos vasos.
O colesterol total não deve
estar acima de 200
miligramas por
decilitro de sangue (mg/dl), nem o LDL (o “mau”
colesterol), acima de 130
mg/dl. Abaixo de 35 mg/dl de “bom” colesterol,
aumenta oito vezes o perigo,
face a uma pessoa com níveis superiores a 65 mg/dl.
Também os antecedentes na
família e a idade contribuem para o colesterol, mas a
alimentação rica em
gorduras de origem animal é a grande culpada.
Não se deixe dominar pela
preguiça.
Com meia hora de caminhada
enérgica por dia ou o seu desporto de
eleição, alivia o stresse. O exercício
físico ajuda a reduzir o colesterol, diabetes e peso.
Já o stresse constante e as
emoções negativas, como a depressão e
irritabilidade, não são amigos do
coração.