Expor-se ao sol, fazer exercício e adoptar os hábitos locais ajudam a combater a fadiga de viagens que cruzam vários fusos horários.
Quando atravessamos rapidamente vários fusos horários, com alteração na sequência habitual do dia e noite, da actividade e do sono, o nosso relógio interno desorienta-se e instala-se o jet lag. Os “múltiplos cronómetros” que comandam as funções corporais têm de reajustar-se ao novo ambiente. Durante o processo, há conflito entre os ritmos programados no organismo e os que tentam registar-se. Os efeitos adversos são mais evidentes quando se cruzam três fusos horários ou mais. Os voos do oeste para este causam maiores problemas, porque o organismo resiste mais ao encurtar dos dias.
Cansaço e falta de sono
No primeiro dia após uma viagem , pode sentir fadiga, desorientação, alterações no apetite e nos hábitos intestinais e urinários. Perturbações da memória e menor rendimento físico e mental são outros sintomas imediatos. Mais tarde, podem surgir prisão de ventre ou diarreia, dores e cabeça, insónia e menor coordenação motora. Nalguns viajantes, diminui a visão periférica, a llibido e as aptidões físicas.
Sono regulado e refeições à hora
Se vai viajar para um país com grande diferença horária e permanecer por mais de dois dias, convém preparar-se para limitar o jet lag.
Acerte o relógio para o horário do destino antes de partir.
Se está previsto chegar à noite, durma menos horas antes de partir e procure manter-se alerta durante a viagem. Caso precise de ficar acordado um longo período, faça o inverso.
Procure seguir os hábitos locais, por exemplo, nos horários das refeições, e expor-se à luz natural.
Caso precise de dormir durante o dia, feche os estores, corra cortinados e, se necessário, use uma venda. Crie um ambiente calmo e fresco.
Se sofre de insónias, fale com o seu médico sobre a utilidade de tomar melatonina ou medicamentos para induzir o sono.