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Os e-cigarros não produzem fumo e muitas das substâncias nocivas resultantes da combustão, mas estão longe de uma alternativa para fumar sem risco.
Os dispositivos eletrónicos que simulam os cigarros normais não ardem, nem libertam fumo, pelo que muitos fabricantes promovem-nos como mais saudáveis. Embora seja pouco provável que o seu uso a longo prazo seja tão prejudicial como fumar, ainda não há estudos que o demonstrem.
As incertezas sobre a segurança agravam-se nos casos em que os fabricantes omitem a composição. A falta de regulamentação permite que a qualidade dos produtos e a informação prestada fiquem ao critério de quem produz e comercializa, sem garantia de proteção do consumidor.
A maioria apresenta e-cigarros como alternativa ao tabaco e alguns, como método para deixar de fumar. A sua utilidade nesta situação levanta dúvidas e pode desviar a atenção do essencial: a necessidade de abandonar o vício. Os dados sobre o interesse do equipamento como substituto da nicotina ainda são limitados. Em março 2011, a Organização Mundial de Saúde alertou para a necessidade de investigar a sua eficácia e segurança para este fim, com ensaios clínicos e toxicológicos.
Os cigarros eletrónicos, em geral, incluem uma bateria, cartuchos com líquido de sabor de menta, chocolate ou baunilha e, nalguns casos, nicotina. O mecanismo produz vapor, que simula o fumo, e a luz na extremidade, imita a queima do cigarro. O kit inicial custa a partir de 30 euros.
Estes produtos promovem a inalação de várias substâncias e podem ter implicações na saúde, pelo que devem obedecer a regras específicas. Compete às autoridades nacionais e internacionais regulamentar o seu uso e publicidade. Por cá, esperamos uma resposta do Ministério da Saúde às questões sobre a matéria.
Última atualização em abril de 2011
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