Paula Marques, departamento de intervenção na comunidade do IDT
Os projectos na área da prevenção, do Instituto da Droga e da
Toxicodependência, abrangem escolas do 2.º e 3.º ciclos, noite e festas
académicas, por exemplo.
 Paula Marques coordena departamento de intervenção na
comunidade
Na área da prevenção, quais os grandes objectivos? Um é
promover e reforçar as competências técnicas dos profissionais que interferem na
comunidade, do IDT, mas também dos outros organismos que se comprometeram no
desenvolvimento do Plano para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool.
Queremos aumentar o número de programas e projectos, com carácter de
continuidade e localizados, e não apenas acções pontuais. Para isso, é decisivo
apostar no nível de informação e de sensibilização sobre o álcool e riscos
associados ao seu consumo, com campanhas e acções com carácter universal.
Está ainda previsto aumentar o número de materiais informativos e formativos
que suportam programas e intervenções dos técnicos.
Actualmente, têm acções no terreno? Temos algumas já a
decorrer, que não são específicas do álcool, mas abordam esse tema. Há projectos
de instituições de carácter social co-financiados pelo IDT. As acções focam-se
em áreas prioritárias de intervenção, como a reinserção, prevenção, redução de
danos e tratamento.
 Folhetos da acção “Copos, quem
decide és tu”, em escolas do 2.º e 3.º ciclos e na noite
Algum exemplo desses projectos? Apoiamos um da Cruz
Vermelha, o “Copos, quem decide és tu”, há cerca de 4 anos. Em colaboração com o
Ministério da Educação, os voluntários intervêm nas escolas do 2.º e 3.º ciclos
por todo o País. E o acolhimento dos jovens a estas acções é bastante
positivo.
Abordam os jovens também na noite? Sim, temos
intervenções nos chamados contextos festivos ou recreativos, voltadas para a
prevenção e redução de danos. O ensino superior também é incluído. Tentamos
colaborar com os gabinetes de atendimento aos jovens, associações académicas e
organizadores de eventos. Procuramos estar mais presentes com os “programas de
pares”: são universitários que se disponibilizam para intervir em festas
académicas, por exemplo. Distribuem algum material e sensibilizam os colegas
para os riscos e consequências do consumo abusivo de álcool e substâncias
ilícitas.
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