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Taxas dos Certificados e dos Depósitos em queda

A taxa base dos Certificados de Aforro caiu para 1,5%, tornando estes produtos cada vez menos interessantes. Em Junho, a maioria das Bolsas esteve em alta, registando ganhos pelo terceiro mês consecutivo. Um optimismo moderado, dado que não existem sinais evidentes de retoma económica a nível internacional.

Rendimento Garantido:

Taxa base dos Certificados desce para 1,5%! Após o corte de 0,5%, que colocou a taxa de referência da zona euro nos 2%, quase todos os bancos nacionais baixaram as remunerações dos depósitos a prazo e muitos deles cortaram na mesma proporção. A Euribor também desceu e, consequentemente, a taxa dos Certificados registou uma quebra significativa!

Taxas de câmbio:

Autoridades monetárias prosseguem cortes. Os bancos centrais das principais economias desenvolvidas continuam a tentar “injectar” alguma vitalidade na actividade económica, através de descidas das taxas de juro, mas até ao momento não surgiram sinais claros da esperada retoma.

Mercados bolsistas:

Descidas dos juros impulsionam Bolsas. As Bolsas registaram, na sua maioria, ganhos elevados em Junho, suportadas sobretudo pelas descidas dos juros na Europa e nos Estados Unidos e por uma ligeira melhoria do sentimento dos investidores nos mercados de acções. Contudo, a recuperação económica continua incerta e as empresas permanecem reticentes para a segunda metade do ano.

 

Rendimento Garantido

Nos depósitos a prazo a reacção das instituições bancárias ao corte da taxa de referência da zona euro (em 0,5%) foi imediata e em muitos casos na mesma proporção. O Barclays procedeu a cortes na ordem dos 0,45%, a Caixa Geral de Depósitos entre 0,4% e 0,5% e o Finibanco entre 0,18% e 0,49%, o Banif entre 0,375% e 0,45%. No grupo BCP (NovaRede, SottoMayor, Atlântico e Expresso Atlântico) desceram em 0,2%. O Banco Espírito Santo cortou entre 0,2% e 0,3% e apresenta as mais baixas taxas de juro do mercado nacional, que variam entre 0,1% e 0,5% líquidas para depósitos até um ano. Após todos estes ajustes, a taxa média para um depósito de 5.000 euros a um ano, é de 1,1% líquida, um valor bastante inferior às previsões da inflação para 2003. Apesar deste cenário pouco animador, as diferenças de remuneração são significativas entre as várias instituições (ver gráfico).

  • Na banca online: o Net Prazo (um mês) do Banco Nacional de Crédito Imobilário, proporciona uma remuneração igual à Euribor na data de constituição, acrescida de 0,5% brutos. No início do mês de Julho apresenta uma remuneração de 2,2%. O Super Depósito (três meses) da Bigonline, remunera a 3% o saldo até 5.000 euros. O remanescente é remunerado à taxa Euribor a três meses. O Banco Best apresenta remunerações entre 2,1% e 2,2% para contas de um a doze meses.
  • Na banca tradicional, o Banco Nacional de Crédito Imobiliário (BNC) com a conta Imoprazo (um ano), proporciona 1,9% líquidos. Para um prazo inferior (até seis meses), a Conta MG 24 do Montepio Geral apresenta uma remuneração de 2%.

Quem subscrever ou renovar Certificados de Aforro durante o mês de Julho, terá uma remuneração líquida de apenas 1,5%, mas ainda acima da média dos depósitos a um ano. A vantagem deste produto é o prémio de permanência de 0,2% líquido por semestre até ao máximo de 1,6%, atingido no início do quinto ano.

Segundo a Poupança Quinze é essencial procurar alternativas às reduzidas taxas das aplicações tradicionais. Assim, quem pode investir a longo prazo deverá subscrever fundos imobiliários (mínimo de dois anos) e/ou constituir uma carteira diversificada de fundos de investimento em acções e obrigações (mínimo de cinco anos).

Fonte: Poupança Quinze
Com base nas taxas em vigor no dia 24 de Junho de 2003.

 

Câmbios, Inflação e Taxas de Juro

Os sinais de retoma económica continuam débeis, com a economia da zona euro a estagnar no primeiro trimestre e a sua congénere americana a crescer apenas 1,4% no mesmo período, quando os valores preliminares apontavam para 1,9%. Para contrariar esta tendência, as autoridades monetárias continuam a tentar dar um estímulo adicional às economias. Assim, o Banco Central Europeu reduziu as taxas directoras em 0,5%, para os 2%, e a Reserva Federal norte-americana cortou as taxas em 0,25%, para 1%, o seu nível mais baixo desde 1958! Uma política de cortes também seguida na Suécia, Noruega, Dinamarca e Nova Zelândia.

Em sentido contrário continua a economia australiana, com o crescimento a manter-se vigoroso e o desemprego em queda. Este bom cenário económico e o considerável diferencial das taxas de juro face às outras economias desenvolvidas, tem provocado uma forte apreciação do dólar australiano. Uma tendência que levou o banco central australiano a intervir no mercado cambial, para evitar que a subida da moeda prejudique o sector exportador. Segundo a Poupança Quinze, o potencial do dólar australiano é agora menor mas, aos níveis actuais, mantém-se uma boa aposta a prazo.

Nos mercados cambiais, o euro foi penalizado face às principais divisas, depois das fortes subidas registadas nos meses precedentes. O dólar americano recuperou, dessa forma, algum terreno face à moeda única europeia, mas tal deveu-se mais à diminuição do diferencial de juros, que recuou de 1,25% para 1% após os cortes, do que pelo surgimento de sinais claros de retoma na economia do Estados Unidos.

 Câmbios em 30/06/03

Cód. ISO

Moeda

Câmbio em euros

Variação face ao euro
(em %)

Flutuações

Perspectivas (1)

1 mês

1 ano

1 ano

Longo prazo

GBP

Libra esterlina

1.4369

3.2

-6.9

Moderadas

-

-

CHF

Franco suíço

0.6428

-1.5

-5.5

Reduzidas

-

+

DKK

Coroa dinamarquesa

0.1346

-0.1

0.0

Reduzidas

=

=

SEK

Coroa sueca

0.1088

-0.6

-1.3

Moderadas

+

++

NOK

Coroa norueguesa

0.1206

-5.1

-10.6

Moderadas

-

=

USD

Dólar americano

0.8708

2.4

-14.0

Elevadas

-

=

CAD

Dólar canadiano

0.6409

3.5

-3.7

Elevadas

+

++

AUD

Dólar australiano

0.5840

5.4

2.8

Elevadas

+

+

JPY

Iene japonês (100)

0.7252

2.0

-14.2

Elevadas

-

++

Fonte: Poupança Quinze
(1) -- forte depreciação; - ligeira depreciação; = estável; + ligeira apreciação; ++ forte apreciação.

 Taxas em 30/06/03

 

Cód. ISO

Inflação (1)

Taxas de juro a 3 meses

Taxas de juro a 10 anos

(%)

Mês

Valor em (%)

Tendência (2)

Valor em (%)

Tendência (2)

EUR

1.9

Mai

2.15

-

3.70

+

GBP

3.0

Mai

3.56

-

4.12

+

CHF

0.0

Mai

0.27

=

2.24

=

USD

2.1

Mai

1.09

-

3.36

+

CAD

2.3

Mai

3.14

=

4.32

=

AUD

3.4

Mar

4.85

-

4.97

=

JPY

-0.2

Mai

-0.08

=

0.70

=

Fonte: Poupança Quinze
(1) Variação dos preços face ao mesmo mês do ano anterior. (2) - diminuição; = estável; + subida.

 

Mercados bolsistas

Junho foi bastante favorável para os mercados accionistas. A Bolsa de Tóquio ganhou mais de 10%, Frankfurt progrediu 6,1%, enquanto Nova Iorque subiu 3,8%. Na origem destas fortes subidas estiveram, sobretudo, uma ligeira melhoria do sentimento dos investidores e as descidas de juros efectuadas pelos bancos centrais europeu e americano que vieram, novamente, tentar reavivar a recuperação económica.

Na Europa, o sector automóvel esteve em particular evidência com os construtores europeus a registarem ganhos elevados - a Volkswagen subiu 19,2%, a BMW 15,3% e a Peugeot 14,7% - ao verem as suas exportações ficarem mais atractivas com o recuo do euro face ao dólar e à libra esterlina. O sector da banca e seguros também fechou positivo, com o Deutsche Bank a subir 14,5% depois da administração ter efectuado comentários favoráveis sobre a evolução do nível de actividade em Abril e Maio. Já a Allianz, que pretende vender a sua filial Dresdner Bank, progrediu 12,6%.

Nos Estados Unidos, os ganhos foram generalizados, com o sector farmacêutico a liderar as subidas, graças ao bom desempenho da Eli Lilly (+18,2%), da Pfizer (+12,7%) e da Merck (+12,3%).

Por cá, a Euronext Lisboa alcançou uma valorização mais modesta, de “apenas” 2,6%. A Sonae foi a acção que mais subiu em Junho (+19,5%), impulsionada sobretudo pelo facto de não ter concorrido à privatização da Portucel. O afastamento de mais investimentos e a possibilidade da Sonae vir no futuro a desfazer-se da posição na Portucel e reduzir o seu elevado endividamento são elementos positivos. Por sua vez, o BCP (+10,1%) continua a recuperar terreno, depois de ter batido em mínimos dos últimos anos, sustentado pela retoma dos mercados e pela intenção de vender, em breve, uma parte do negócio de seguros. Por fim, a EDP ganhou 7,8% ajudada pelas novas perspectivas para o sector energético nacional e com a integração do sector do gás, bem como pela entrada em funções da nova comissão executiva, que pretende reforçar o principal negócio da eléctrica e aumentar a eficiência do grupo.

 Bolsas em 30/06/03

Bolsa (1)

Evolução no último mês (2)

Evolução nos últimos doze meses (2)

Índice de sobre/sub valorização (3)

Price/Earnings médio do último exercício (4)

Price/Earnings médio do exercício em curso (4)

Euronext Lisboa

2.6%

-14.2%

-0.3

15.9

15.7

Euronext Amesterdão

3.9%

-26.8%

0.0

14.9

12.9

Euronext Bruxelas

1.0%

-16.7%

-0.5

18.5

11.3

Euronext Paris

2.5%

-14.3%

0.7

79.6

16.8

Frankfurt

6.1%

-20.1%

0.9

28.4

20.4

Londres

3.6%

-15.6%

-0.6

29.9

21.7

Madrid

5.5%

3.6%

0.2

17.7

15.2

Milão

-0.1%

-6.9%

0.2

25.5

17.1

Nova Iorque

3.8%

-12.9%

0.4

54.0

19.6

Sidney

6.1%

0.4%

-0.6

--

--

Tóquio

10.1%

-23.9%

1.5

--

--

Zurique

2.5%

-21.9%

0.3

50.9

19.0

Fonte: Poupança Acções
(1) Índices Datastream, excepto Lisboa (PSI 20). (2) Em euros. (3) Um valor do índice inferior a -0,5% indica que a bolsa está subvalorizada, entre -0,5 e 0,5 que está a um nível correcto e mais de 0,5 que está sobrevalorizada. Este índice considera as taxas de juro de longo prazo, a taxa de câmbio e o risco associado a cada Bolsa. (4) Cotação/Lucros correntes (sem elementos excepcionais).

07.07.2003

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