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da DECO PROTESTE


Taxas de juro começam a subir nos EUA

Com a economia dos Estados Unidos em boa forma, torna-se inevitável uma subida gradual das taxas de juro além-Atlântico. No Velho Continente, dados os fracos indícios de retoma económica, essa evolução deverá ser mais ténue e mais desfasada no tempo. Mas a Euribor já recuperou algum terreno, implusionando a taxa base líquida dos Certificados de Aforro que subiu para 1,5% durante o mês de Maio.

Rendimento Garantido: taxa dos Certificados de Aforro subiu! Impulsionada pela recuperação da Euribor, a taxa base líquida dos Certificados de Aforro subiu para 1,5%, para quem subscreva e renove a aplicação durante o mês de Maio.

Taxas de câmbio: a ameaça das taxas? Com a economia dos Estados Unidos em boa forma, torna-se inevitável a subida das taxas de juro. Contudo, esta deverá ser gradual para não colocar em perigo a retoma económica.

Mercados bolsistas: juros e resultados trimestrais em destaque. A fraca probabilidade de uma subida dos juros no Velho Continente permitiu às principais Bolsas europeias terminarem Abril com ganhos. Além disso, os mercados contaram ainda, regra geral, com a divulgação de bons resultados trimestrais.

 

Rendimento Garantido

Certificados de Aforro a subir. A taxa base dos Certificados de Aforro subiu para 1,5% líquida, durante o mês de Maio, impulsionada pela subida da taxa Euribor no mês passado. A taxa base é calculada todos os meses com base nas últimas vinte observações da Euribor a três e doze meses do mês anterior. A vantagem, face aos depósitos, é o prémio de permanência semestral líquido de 0,2%, após os primeiros seis meses, até ao máximo de 1,6%, atingido no início do quinto ano de aplicação. Desta forma, os Certificados que tenham sido subscritos há quatro ou mais anos usufruem, no trimestre iniciado em Maio, de uma remuneração anual líquida de 3,1%.

Depósitos a prazo. A taxa Euribor (para todos os prazos) subiu durante o mês de Abril, arrastando consigo o rendimento dos depósitos que lhe estão indexados. Contudo, a taxa média para um depósito de 5 000 euros a um ano mantém-se em 1%. A maior parte dos depósitos proporciona um rendimento inferior à taxa de inflação estimada para 2004 pela OCDE (2,1%).

É na banca online que consegue as melhores remunerações para depósitos de prazo até três meses. O BNC NetPrazo (depósito a um mês do Banco Nacional de Crédito) é remunerado à taxa Euribor na data da contratação, adicionada de um "bónus" de 0,5% brutos. Actualmente, proporciona 2,1%. Para aplicações a três meses, o Bigonline remunera a 3%. Para seis meses ou doze meses, o BPN Global 3% proporciona 2,4% de rendimento, mas apenas para montantes superiores a 50 000 euros. Se não tem um montante tão elevado, opte pelo DP Interactivo do BPN, que oferece 2,2% (seis meses) ou o Imoprazo do BNC, que rende 1,9% (um ano).

Certificados de Aforro

Taxa base (1)

Prémio de permanência (2)

1,5 %

0,2 %

Fonte: Poupança Quinze (1) Taxa anual nominal líquida garantida por três meses, para os Certificados subscritos em Maio de 2004 ou que iniciem um novo período de contagem de juros. (2) Taxa anual líquida a adicionar, por cada semestre decorrido, à taxa base, com início no segundo semestre e até um máximo de 1,6%.

Depósitos a Prazo (1)

Taxa média (2)

Melhor taxa (3)

1 %

1,9 %

Fonte: Poupança Quinze (1) Taxas anuais nominais líquidas para remunerar um depósito de 5 000 euros a um ano. (2) Média das taxas indicativas praticadas pelos bancos em 30/04/04. (3) BNC (Imoprazo).

 

Câmbios, Inflação e Taxas de Juro

Após três anos com as taxas de juro em mínimos históricos, a tendência para a inversão da política monetária nos Estados Unidos parece confirmar-se e um novo ciclo de subida das taxas americanas deverá surgir nos próximos meses. Várias vezes anunciado, este novo ciclo tem sido retardado pela situação no mercado de trabalho. Mas as recentes boas notícias neste campo deverão permitir uma mudança de postura à Reserva Federal. Uma evolução largamente antecipada pelos mercados no que diz respeito às taxas de longo prazo que, desde Abril, estão em forte alta, passando de 3,68% para 4,39% em apenas um mês.

Com as taxas tão baixas numa economia em plena forma, podem surgir “bolhas”. Com efeito, os consumidores e as empresas obtêm empréstimos baratos para investir na Bolsa, nas obrigações e no imobiliário, levando à subida dos preços.

Por outro lado, é preciso prudência na subida das taxas. Uma progressão demasiado rápida não permitiria o ajustamento das carteiras aos intervenientes no mercado obrigacionista. E uma forte subida dos encargos com a dívida também colocaria em causa as finanças de muitas famílias e prejudicaria o investimento das empresas. Por outro lado, um nível de taxa mais interessante nos Estados Unidos atrairia muitos capitais agora direccionados para os mercados emergentes, destabilizando os mais frágeis. Por fim, uma rápida apreciação do dólar tornaria menos caros os produtos importados pelos EUA e agravaria a já deficitária balança comercial. A boa notícia é que a inflação mantém-se sob controlo, o que deixa margem de manobra ao Fed para actuar de forma progressiva e evitar maiores problemas à economia.

Contudo, noutras zonas do globo, as taxas directoras já começaram a subir. É o caso do Reino Unido e da Austrália, onde as famílias continuam numa espiral consumista e as expectativas de uma “bolha” no imobiliário aumentam. Só na zona euro, onde a retoma tarda é que as autoridades deverão manter as taxas aos níveis actuais nos próximos trimestres.

 Câmbios em 30/04/04

Cód. ISO

Moeda

Câmbio
em euros

Variação face ao euro
(em %)
Flutuações
Perspectivas (1)

1 mês

1 ano

1 ano

Longo prazo

GBP

Libra esterlina

1.4793

-1.1

3.3

Moderadas

-

-

CHF

Franco suíço

0.6434

0.2

-2.6

Reduzidas

=

+

DKK

Coroa dinamarquesa

0.1344

0.0

-0.2

Reduzidas

=

=

SEK

Coroa sueca

0.1092

1.2

-0.3

Moderadas

+

++

NOK

Coroa norueguesa

0.1216

2.6

-5.0

Moderadas

=

-

USD

Dólar americano

0.8342

2.5

-6.9

Elevadas

+

+
CAD

Dólar canadiano

0.6066

-2.0

-2.9

Elevadas

+

++

AUD

Dólar australiano

0.6024

-3.0

7.5

Elevadas

+

+

JPY

Iene japonês (100)

0.7559

-3.4

0.6

Elevadas

=

+

Fonte: Poupança Quinze
(1) -- forte depreciação; - ligeira depreciação; = estável; + ligeira apreciação; ++ forte apreciação.

 Taxas em 30/04/04

 

Cód. ISO

Inflação (1)

Taxas de juro a 3 meses

Taxas de juro a 10 anos

(%)

Mês

Valor em (%)

Tendência (2)

Valor em (%)

Tendência (2)

EUR

2.0

Abr

2.07

=

4.08

+

GBP

1.1

Mar

4.39

+

4.96

+

CHF

-0.1

Mar

0.23

=

2.48

=

USD

1.7

Mar

1.11

+

4.39

+

CAD

1.3

Mar

2.05

=

4.50

+

AUD

2.0

Mar

5.74

+

5.91

+

JPY

-0.1

Mar

-0.03

=

1.26

=

Fonte: Poupança Quinze (1) Variação dos preços face ao mesmo mês do ano anterior. (2) - diminuição; = estável; + subida.

 

Mercados bolsistas

Em Abril, os mercados evoluíram a duas velocidades de um e outro lado do Atlântico. Na Europa, onde o clima económico é menos vigoroso, as principais Bolsas registaram ligeiras subidas, com o afastamento do aumento dos juros que comprometeria a fraca recuperação em curso. Frankfurt subiu 2%, Madrid 1,6% e Londres 1%. Já nos Estados Unidos, as acções sofreram com a ameaça de um acréscimo de juros por parte da Reserva Federal, que será incontornável a curto prazo, dada a boa evolução da economia. Ainda assim, e medida em euros, a Bolsa de Nova Iorque registou um ganho de 0,8%.

Outro assunto que marcou o andamento dos mercados em Abril foi a divulgação de resultados trimestrais. No sector tecnológico, os resultados da Intel e da IBM saíram em linha com as expectativas, confirmando um novo ciclo de crescimento e o aumento do investimento por parte das empresas. Em bom plano estiveram ainda, a Texas Instruments e a Yahoo!. Todavia, o sector foi pressionado pelos resultados decepcionantes da Nokia, afectados pelo aumento da concorrência. No sector automóvel, a DaimlerChrysler superou ligeiramente as expectativas, devido à recuperação da sua filial americana.

Por cá, o índice PSI-20 registou uma ligeira queda de 0,5%, penalizado pelo ajuste em baixa de diversas empresas ao dividendo distribuído, já que globalmente os resultados do primeiro trimestre foram positivos. Considerando o reinvestimento dos dividendos, a Euronext Lisboa subiu 1,8%. A Brisa (+6,5%) registou resultados favoráveis, em linha com as nossas expectativas, devido ao bom crescimento das receitas de portagem. Na banca, o BPI (-0,3%) superou as nossas estimativas, com a subida da banca de retalho e de investimento, enquanto o BCP (-0,6%) e o BES (+2%) ficaram em linha com o esperado. Por sua vez, a EDP (+3%) e a Portugal Telecom (+1,9%) controlaram os seus custos e registaram lucros acima do esperado. Na distribuição, a Modelo Continente (+3,3%) e a Jerónimo Martins (+1,5%) alcançaram bons resultados. Pior estiveram a Novabase (-8,7%) e a Portucel (-2,6%) que apresentaram lucros menores face ao ano passado.

 Bolsas em 30/04/04

Bolsa (1)

Evolução no último mês (2)
Evolução nos últimos doze meses (2)
Índice de sobre/sub valorização (3)
Price/Earnings médio do último exercício (4)
Price/Earnings médio do exercício em curso (4)

Euronext Lisboa

-0.5%

36.8%

-0.4

22.9

16.5

Eurnonext Amesterdão

1.4%

23.5%

0.2

17.6

12.6

Euronext Bruxelas

2.5%

36.5%

-0.3

14.3

11.8

Euronext Paris

1.2%

30.8%

0.7

21.4

16.9

Frankfurt

2.0%

33.0%

1.1

36.4

16.8

Londres

1.0%

26.8%

-0.5

22.8

19.3

Madrid

1.6%

30.7%

-0.1

18.0

15.5

Milão

3.1%

22.9%

-0.1

21.5

17.2

Nova Iorque

0.8%

15.9%

0.4

21.4

17.9

Sidney

-2.6%

26.1%

-0.5

n.d.

n.d.

Tóquio

-2.2%

53.1%

1.6

n.d.

n.d.

Zurique

3.0%

28.4%

-0.1

20.2

15.6

Fonte: Poupança Acções (1) Índices Datastream, excepto Lisboa (PSI-20). (2) Em euros. (3) Um valor do índice inferior a –0,5 indica que a bolsa está subvalorizada, entre –0,5 e 0,5 que está a um nível correcto e mais de 0,5 que está sobrevalorizada. Este índice considera as taxas de juro de longo prazo, a taxa de câmbio e o risco associado a cada Bolsa. (4) Cotação/Lucros correntes (sem elementos excepcionais). n.d. = não disponível.

07.05.2004

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