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Taxa dos Certificados sobe para 1,6%

Enquanto os depósitos continuam sem dar sinais de melhorias, a taxa base líquida dos Certificados de Aforro subiu para 1,6%. A nível internacional, a queda do dólar norte-americano esteve no centro das atenções, num mês também marcado por um recuo acentuado dos principais mercados accionistas. A Euronext Lisboa constituiu uma honrosa excepção valorizando-se 2,7%.

Rendimento Garantido:

Taxa base dos Certificados subiu para 1,6%. Enquanto a remuneração dos depósitos continua sem dar sinais de melhorias, a taxa base líquida dos Certificados de Aforro subiu para 1,6%, para as novas subscrições e renovações que ocorram no mês de Outubro.

Taxas de câmbio:

Dólar em queda acentuada. A depreciação do dólar parece essencial para resolver alguns desequilíbrios na economia americana. Não obstante, se o peso desse ajustamento recair unicamente sobre o euro poderá asfixiar a economia europeia.

Mercados bolsistas:

Corrigem em Setembro. Após o optimismo dos meses de Verão, os mercados accionistas registaram, na sua maioria, perdas em Setembro. Todavia, a Euronext Lisboa foi uma das excepções ao subir 2,7% impulsionada sobretudo pelo BCP.

 

Rendimento Garantido

As taxas de juro dos depósitos mantêm-se bastante baixas: a remuneração líquida de um depósito de € 5.000 a um ano varia entre 0,3% (Banco Espírito Santo) e 1,9% (Banco Nacional de Crédito) e a média ronda 1% líquido. O Fundo Monetário Internacional prevê para 2003 uma taxa de inflação de 3,1% e de 2% para 2004. Assim, os rendimentos reais negativos são uma certeza.

Banca online. Para depósitos a um mês, o Net Prazo do Banco Nacional de Crédito remunera à taxa Euribor a um mês em vigor na data de constituição do depósito. O montante mínimo exigido é de € 500. Actualmente, esta conta proporciona uma taxa de 1,7%, tal como o depósito da Bigonline (também indexado à Euribor) e o Banco Best. Para prazos de três meses destaca-se o Super Depósito, da Bigonline, que remunera a 3% o saldo até € 5.000 nos primeiros três meses de aplicação. O remanescente e renovações da conta são remunerados à taxa Euribor a três meses (a taxa actual proporciona 1,7%). Para aplicações a seis meses, o DP Interactivo do Banco Português de Negócios rende 2,2%. O Banco Best e a Bigonline apresentam remunerações idênticas para depósitos a doze meses: 1,7% líquida.

Banca tradicional. Para depósitos a um ano, o Banco Nacional de Crédito (BNC) com a conta Imoprazo, proporciona 1,9% líquidos ao ano para um montante mínimo superior a € 5.000. Para um prazo inferior (até seis meses), a Conta MG 24 do Montepio Geral exige apenas um montante mínimo de € 125 e pode personalizar o prazo entre um a seis meses. A remuneração é feita sempre à taxa líquida de 1,6%.

Certificados de Aforro. Depois de ter atingido o mínimo histórico em Julho passado, a taxa base líquida dos Certificados de Aforro subiu para 1,6%, para novas subscrições ou renovações a ocorrer durante o mês de Outubro. Além disso, após os primeiros seis meses, têm um prémio de permanência semestral de 0,2% líquidos até ao limite de 1,6%. A partir do quinto ano usufrui de um prémio de 1,6% acrescido à taxa base em vigor.

Certificados de Aforro

Taxa base (1)

Prémio de permanência (2)

1,6 %

0,2 %

Fonte: Poupança Quinze
(1) Taxa anual nominal líquida garantida por três meses, para os certificados subscritos em Outubro de 2003 ou que iniciem um novo período de contagem de juros. (2) Taxa anual líquida a adicionar, por cada semestre decorrido, à taxa base, com início no segundo semestre e até um máximo de 1,6%.

Depósitos a Prazo (1)

Taxa média (2)

Melhor taxa (3)

1 %

1,9 %

Fonte: Poupança Quinze
(1) Taxas anuais nominais líquidas para remunerar um depósito de 5.000 euros a um ano. (2) Média das taxas indicativas praticadas pelos bancos em 06/10/03. (3) Proporcionada pelo Banco Nacional de Crédito Imobiliário (Imoprazo).

 

Câmbios, Inflação e Taxas de Juro

Um conjunto de indicadores parece confirmar a retoma económica nos Estados Unidos, nomeadamente a subida da produção industrial, o bom ritmo do sector dos serviços e o aumento recorde da produtividade no segundo trimestre. Além disso, as taxas de curto prazo deverão permanecer estáveis durante o tempo necessário para garantir a retoma. Mas se as empresas americanas estão a aumentar a produção, não contratam novos trabalhadores. E será que se pode falar de recuperação sustentada quando o mercado de trabalho não revela melhorias significativas? A taxa de desemprego recuou de 6,4% em Junho para 6,1% em Setembro, mas ainda assim perderam-se 40.000 postos de trabalho. A confiança dos consumidores americanos ressentiu-se em Setembro e poderá deteriorar-se, levando as famílias a restringir os seus gastos.

As crescentes dúvidas sobre a retoma também tiveram repercussões no dólar que caiu quase 6% face ao euro. Contudo, esta evolução até agrada às autoridades americanas. Actualmente, os laços entre a nota verde e as moedas asiáticas são vistos como uma importante desvantagem competitiva dos EUA, sobretudo o câmbio fixo entre o yuan chinês e dólar. Também o G7 (sete países mais industrializados) e o FMI apelaram a uma maior flexibilidade dos mercados cambiais, o que contribuiu para a depreciação do dólar. Todavia, se a divisa norte-americana não cair face às congéneres asiáticas, o ajustamento terá de ser feito principalmente pela apreciação do euro. Para a zona euro, este fenómeno ajuda no controle da inflação mas prejudica o sector exportador e diminui as probabilidades da economia sair mais rapidamente da actual apatia.

 Câmbios em 30/09/03

Cód. ISO

Moeda

Câmbio
em euros

Variação face ao euro
(em %)
Flutuações
Perspectivas (1)

1 mês

1 ano

1 ano

Longo prazo

GBP

Libra esterlina

1.4266

-1.0

-10.3

Moderadas

-

-

CHF

Franco suíço

0.6502

0.0

-5.3

Reduzidas

-

+

DKK

Coroa dinamarquesa

0.1347

0.0

0.0

Reduzidas

=

=

SEK

Coroa sueca

0.1110

1.9

1.7

Moderadas

+

++

NOK

Coroa norueguesa

0.1217

0.2

-10.9

Moderadas

-

=

USD

Dólar americano

0.8587

-5.7

-15.1

Elevadas

-

=
CAD

Dólar canadiano

0.6363

-3.1

-0.2

Elevadas

+

++

AUD

Dólar australiano

0.5812

-1.4

5.7

Elevadas

+

+

JPY

Iene japonês (100)

0.7686

-1.5

-7.5

Elevadas

-

+

Fonte: Poupança Quinze
(1) -- forte depreciação; - ligeira depreciação; = estável; + ligeira apreciação; ++ forte apreciação.

 Taxas em 30/09/03

 

Cód. ISO

Inflação (1)

Taxas de juro a 3 meses

Taxas de juro a 10 anos

(%)

Mês

Valor em (%)

Tendência (2)

Valor em (%)

Tendência (2)

EUR

2.1

Ago

2.13

-

3.86

+

GBP

2.9

Jul

3.64

=

4.49

+

CHF

0.3

Jul

0.17

=

2.40

=

USD

2.2

Ago

1.13

=

3.76

+

CAD

1.5

Ago

2.64

=

4.44

=

AUD

2.7

Jun

5.05

=

5.35

=

JPY

-0.3

Ago

0.05

=

1.20

=

Fonte: Poupança Quinze
(1) Variação dos preços face ao mesmo mês do ano anterior. (2) - diminuição; = estável; + subida.

 

Mercados bolsistas

Após os meses de Julho e Agosto terem sido caracterizados pela divulgação de resultados semestrais, globalmente, bastante satisfatórios e por alguns sinais encorajadores quanto a uma retoma da economia americana e europeia, o mês de Setembro saldou-se por uma queda generalizada das bolsas. Os receios de uma recuperação bastante ténue na criação de empregos nos Estados Unidos pesou na evolução de Nova Iorque, que caiu 1,1% em dólares. Em euros, a queda foi mais pronunciada e atingiu os 6,7% dada a depreciação da nota verde face ao euro. Este facto, também explicou, em parte, as descidas registadas na Europa, uma vez que um dólar fraco penaliza as empresas exportadoras europeias que vêem assim reduzida a sua competitividade. Amesterdão, Frankfurt e Madrid recuaram respectivamente, 5,7%; 4,9% e 3,9%. Por cá, o PSI-20 evoluiu em contra-ciclo e averbou ganhos de 2,7%. Para tal, foi decisiva a progressão do BCP (+10,5%) que beneficiou de rumores em torno da possível venda da Seguros e Pensões.

Também em plano de evidência terminou a Portugal Telecom, com um ganho de 3,2%. O grupo divulgou bons resultados no primeiro semestre e anunciou um pacote de remuneração aos accionistas bastante atractivo. Entre as outras empresas que divulgaram resultados este mês, a EDP (-0,5%) desiludiu um pouco, com os lucros no segundo trimestre a serem afectados sobretudo por elementos não recorrentes. Na distribuição, a Modelo Continente (+0,8%) também ficou ligeiramente aquém das expectativas, com a actividade a ser penalizada pela fraca rendibilidade das operações no Brasil. Já a Jerónimo Martins (-3,2%) divulgou resultados em linha com as expectativas.

Para o mês de Outubro, aguarda-se com expectativa a divulgação dos resultados referentes ao terceiro trimestre do ano. A principal questão parece estar em saber se uma melhoria das vendas poderão substituir as reduções de custos, como factor determinante no crescimento sustentado dos lucros das empresas.

 Bolsas em 30/09/03

Bolsa (1)

Evolução no último mês (2)

Evolução nos últimos doze meses (2)

Índice de sobre/sub valorização (3)

Price/Earnings médio do último exercício (4)

Price/Earnings médio do exercício em curso (4)

Euronext Lisboa

2.7%

20.7%

-0.3

16.7

16.9

Eurnonext Amesterdão

-5.7%

6.6%

0.1

15.6

13.3

Euronext Bruxelas

0.1%

15.2%

-0.4

20.1

12.4

Euronext Paris

-3.6%

20.6%

0.7

88.2

18.2

Frankfurt

-4.9%

19.9%

1.0

29.1

20.3

Londres

-2.4%

4.9%

-0.5

47.9

20.7

Madrid

-3.9%

25.9%

-0.1

27.5

14.6

Milão

-1.4%

17.5%

0.1

27.7

17.5

Nova Iorque

-6.7%

5.9%

0.4

54.0

19.2

Sidney

-2.4%

17.4%

-0.6

--

--

Tóquio

0.8%

3.9%

1.8

--

--

Zurique

-0.9%

3.3%

0.2

56.2

19.2

Fonte: Poupança Acções
(1) Índices Datastream, excepto Lisboa (PSI 20). (2) Em euros. (3) Um valor do índice inferior a -0,5% indica que a bolsa está subvalorizada, entre -0,5 e 0,5 que está a um nível correcto e mais de 0,5 que está sobrevalorizada. Este índice considera as taxas de juro de longo prazo, a taxa de câmbio e o risco associado a cada Bolsa. (4) Cotação/Lucros correntes (sem elementos excepcionais).

08.10.2003

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