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A taxa de poupança passou de 6,4% em 2008 para 8,8% em 2009. Este ano situa-se já perto dos 11 por cento. Depósitos e seguros são os mais procurados.
Em 2009, a taxa de poupança das famílias aumentou mais de 2%, após uma ligeira subida em 2008, invertendo a tendência descendente nos últimos anos. Para 2010, o INE estimou, em Junho, uma taxa de poupança de 11 por cento. O mesmo sucedeu na generalidade dos países na União Europeia, com a Espanha e a Irlanda a registarem os aumentos mais significativos. Este fenómeno deve-se à crise económica e financeira.
É importante criar uma base sólida de poupança para acautelar dias difíceis. O desemprego e a incerteza geraram receios e alguma contenção nas famílias e empresas.
No último trimestre de 2008, as taxas Euribor, que servem de referência para os mercados, iniciaram a descida que atingiu os mínimos históricos.
Apesar da reduzida remuneração dos depósitos, na maioria dos casos abaixo de 1%, os montantes aplicados em depósitos têm aumentado em 2008 e 2009. Os planos de poupança-reforma também são muito procurados devido aos benefícios fiscais. Estão aplicados cerca de € 15 mil milhões em PPR (um crescimento de 11,6% face a 2008). Os PPR sob a forma de seguro representam cerca de 89% do mercado.
Mas o Orçamento de Estado para 2011 prevê a limitação dos benefícios fiscais. Se esta medida for aprovada, os PPR deixam de interessar a grande parte dos aforradores no próximo ano, pois há produtos mais rentáveis e com menos custos.
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Última atualização em outubro de 2010
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