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Em Novembro, a taxa base dos Certificados de Aforro subiu para 1,6% líquida, como consequência da subida da Euribor. Depois de muito tempo, a inflação volta a estar no centro das atenções.
Rendimento Garantido
Euribor eleva taxa base dos Certificados de Aforro
Em Novembro, a taxa base dos Certificados de Aforro subiu para 1,6% líquida, como consequência da subida da Euribor. A taxa base dos Certificados de Aforro é revista mensalmente e calculada com base nas últimas vinte observações da Euribor a três e doze mês, do mês anterior. Mas o que torna este produto interessante é o prémio de permanência semestral a somar à taxa base, de 0,2% líquido até ao máximo de 1,6%, atingido no início do quinto ano.
Para um depósito a um ano, a conta BPN Global 3% proporciona actualmente a melhor taxa do mercado (2,4% líquida). Contudo, esta conta destina-se apenas a quem tenha, pelo menos, 50.000 euros. Para 2006, o Banco de Portugal prevê uma inflação de 3% e, como se pode ver no quadro em baixo, todos os depósitos proporcionam um rendimento inferior.
A Poupança Quinze analisou novos produtos financeiros lançados no mercado durante o mês de Outubro, uns de rendimento fixo, outros de rendimento variável.
- Rendimento Crescente Outubro 2008, MG Aforro Em Caixa 2005 (3.ª série) e Rendimento Crescente Novembro 2008 são os produtos de rendimento fixo e a conclusão foi sempre a mesma: os Certificados de Aforro proporcionam um rendimento superior e têm maior liquidez.
- No Rendimento 7, Estratégia Dividendo 6% e Millennium 7%, o rendimento dependia de índices de Bolsa. No Eurovalor Novembro 2006 o rendimento dependia da taxa de câmbio da coroa dinamarquesa. Para além das fracas expectativas de rendimento, a falta de liquidez penalizava bastante estas aplicações.
Não recomendámos o investimento em nenhum destes novos produtos.
| AS MELHORES TAXAS PARA DEPÓSITOS A UM ANO |
| Conta |
Montante mín. |
TANB (%) |
TANL (%) |
BPN Global 3% (BPN) |
50.000 |
3,0 |
2,4 |
Super Depósito Banif@st (Banif) |
2.500 |
2,6 |
2,1 |
BCAGlob@l (BCA) |
500 |
2,3 |
1,8 |
Média das taxas de um depósito de 5.000 euros a um ano: |
1,0 |
Fonte: Poupança Quinze. Taxas à data de 28 de Outubro de 2005.
Mercados
Depois de muito tempo, a inflação volta a estar no centro das atenções
O mês de Outubro foi marcado pelo regresso das pressões sobre os preços do consumo. A inflação alcançou 4,7% nos Estados Unidos e os 2,5% na zona euro. Este cenário arrefeceu o sentimento dos investidores. Por um lado, na sua grande maioria, os mercados accionistas recuaram com receio do impacto negativo da inflação, pois implica juros mais elevados. Nesse cenário, dá-se um abrandamento do consumo e do investimento e, consequentemente, do crescimento dos lucros das empresas. Por outro lado, a subida das taxas de juro provocada pelas maiores expectativas futuras de inflação levou à queda no valor das obrigações.
O mês passado também foi pautado pelo início da época de divulgação de resultados, sobretudo a nível internacional. Nesse âmbito surgiram diversos avisos sobre lucros (Caterpillar, Pfizer, Dell, Amazon.com, France Télécom, Alcatel) que contribuíram igualmente para acentuar o sentimento negativo dos mercados accionistas.
Conselhos de Acções
Em média, o sector financeiro foi um dos poucos que não caiu em Outubro. Segundo a Poupança Acções este sector é, de momento, um dos mais atractivos. Entre os vários bancos e seguradoras que analisa, recomenda a compra de 16 títulos. Por exemplo, no mercado holandês, aconselha a compra de ABN Amro, Aegon e ING.
Conselhos de fundos de investimento
A subida das taxas de juro americanas originou uma progressiva deterioração das condições de financiamento para as economias emergentes, nomeadamente nas regiões mais dependentes dos mercados externos de dívida como é o caso da América Latina. Neste cenário, para regiões emergentes a Poupança Quinze recomenda apenas uma aposta, mas limitada, em determinadas economias do Sudeste asiático através da subscrição do fundo de investimento Pictet Asian Equities R.
| O MÊS EM NÚMEROS |
| Bolsa (índice) |
(%) |
Avaliação da Bolsa |
Euronext Lisboa (PSI-20) |
-3,1 |
Barata |
Zona Euro (Euro Stoxx 50) |
-3,2 |
Correcta |
Londres (FTSE 100) |
-2,9 |
Barata |
Estados Unidos (S&P 500) |
-1,8 |
Correcta |
Japão (Nikkei 225) |
+0,2 |
Cara |
Fonte: Poupança Acções. Valores à data de 31 de Outubro de 2005.
11.11.2005
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