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Seguros de capitalização: comissões devastadoras

Os seguros de capitalização são, em regra, uma má opção de investimento, apesar dos benefícios fiscais, alerta a PROTESTE POUPANÇA. Para o curto prazo e médio prazo, é preferível continuar a apostar em certificados de aforro e depósitos a prazo.

Segundo o boletim financeiro, os seguros analisados têm falta de liquidez, são pouco transparentes e rendem pouco mais do que a inflação.

Em 2007, os produtos analisados pela DECO PROTESTE renderam, em média, 3,6 por cento. Mas se a este valor retirarmos as comissões de subscrição e a inflação (2,5%), apenas 6 ofereceram um rendimento real positivo, conclui a associação para a defesa do consumidor.

Os seguros de capitalização cobram, em média, 1,7% por cada entrega, comissão muito elevada para a PROTESTE POUPANÇA. Mas alguns cobram ainda mais. É o caso do Vivacapi XXI, da Groupama, que retira 4,2% a cada entrega.

Outras alternativas de baixo risco e elevada liquidez, como certificados de aforro ou depósitos, não têm sequer custos. Mesmo os fundos com política de investimento semelhante à dos seguros cobram valores muito inferiores.

Além disso, a maioria dos custos de subscrição são enganadores, denuncia aquele boletim financeiro. Por exemplo, se a comissão for de 3% e fizer uma entrega de € 100, a seguradora retira € 3 para os seus cofres. O subscritor investe só € 97, em vez dos € 100 que entregou. A comissão cobrada é, assim, de 3,1% e não 3% como anunciado.

Para limitar e clarificar os custos aplicados por estes produtos, a DECO irá alertar o Instituto de Seguros de Portugal, entidade reguladora deste tipo de investimento, e pedir a intervenção do Ministério das Finanças.

Se pretende uma aplicação sem risco, opte por um depósito a prazo para o curto prazo. Para investir a médio prazo (5 ou mais anos), prefira certificados de aforro ou consulte no portal da PROTESTE POUPANÇA as Escolhas Acertadas dos seguros de capitalização e outros produtos financeiros.

17.06.2008

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